IPATINGA – O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) voltou a anunciar a instalação de redutores de velocidade na BR-381 em Minas Gerais.
Um contrato foi assinado com a empresa que ganhou o processo de licitação e a previsão é que em fevereiro os 410 equipamentos comecem a ser instalados.
Desde 2008, o órgão federal tenta implantar novamente os redutores na rodovia. No entanto, os antigos processos licitatórios foram suspensos por força de liminar na Justiça pelas empresas concorrentes.
Para o trecho urbano que corta Ipatinga estão previstos o retorno dos avanços de sinais, os redutores eletrônicos de velocidade (vertical e horizontal) e os radares conhecidos como “pardais”. Ainda de acordo com o Dnit, alguns equipamentos já existentes podem ser reativados.
O retorno dos equipamentos representa uma iniciativa para minimizar os impactos causados pela alta velocidade dos veículos que trafegam pela rodovia que corta o município.
A periculosidade no trecho é alta e tem causado mortes. O último acidente ocorreu no sábado passado (15), quando um aposentado de 71 anos morreu atropelado. Ele tentava atravessar a rodovia ao descer em um ponto de ônibus.
Travessia
Em setembro do ano passado, o DIÁRIO DO AÇO publicou uma reportagem apontando as dificuldades que os pedestres têm para atravessar as duas pistas da BR-381. Um dos trechos considerados mais perigosos é o que fica próximo ao Hotel Panorama Tower.
Para que os pedestres possam transpor a pista com segurança, é necessário andar cerca de 300 metros onde existe uma passarela. Mas, nesse trajeto existe um viaduto que não dispõe de passagem para pedestre.
Alguns preferem não colocar a vida em risco e passam pelo canteiro, dando a volta pelo viaduto sobre o contorno que dá acesso ao bairro Iguaçu, como é o caso do lubrificador de veículos Weverton Feliphe.
“É melhor passar por baixo do viaduto a correr perigo atravessando essa BR”, diz. O mecânico de manutenção, Jaílson Máximo Soares, 20 anos, conta que, em horários de pico, chega a esperar até 20 minutos para conseguir uma chance para atravessar sem correr riscos. “Ninguém vai até a passarela, porque é muito longe e ainda tem que passar pelo viaduto”, pontua.
Operador de pátio de uma borracharia, José Belarmino, 55 anos, conta que em sete anos já presenciou vários acidentes na rodovia. “Neste período já vi sete pessoas morrerem. Eu acho que deveriam colocar uma passarela aqui”, sugere.
Fonte: Diário do Aço
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