2010.07.30 - Manifestantes relembram acidente que matou nove pessoas na BR-381 - Jornal Opinião
sexta-feira, 30 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
2010.07.26 - Manifestantes relembram acidente que matou nove pessoas na BR-381 – Jornal O Tempo
FOTO: ANGELO PETTINATI
Pacífico. Cerca de 60 pessoas participaram do protesto que fechou a rodovia
Trinta dias depois de um acidente matar nove pessoas na BR-381, na altura do trevo de Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte, parentes e amigos das vítimas realizaram ontem uma manifestação na rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o protesto, que contou com a participação de pelo menos 60 pessoas, foi realizado de forma pacífica e durou cerca de uma hora. Cada sentido da pista foi interditado por 30 minutos.
"Não podemos deixar que essa situação permaneça e novas vítimas entrem nas estatísticas fatais da BR-381", desabafou o cabeleireiro Raimundo de Nonato Santos, 42, amigo das vítimas.
Além de manter viva a memória das vitimas no acidente, os manifestantes cobraram das autoridades que tomem medidas eficazes para que o estigma de "rodovia da morte" seja enfim extinta. "Essa estrada foi projetada para durar apenas 50 anos. Hoje ela não comporta o número de veículos que recebe. Há muitos acidentes, muitas vítimas, e isso não pode continuar", afirma o comerciante Izaías Rodrigues da Silva, 29 anos, que perdeu o cunhado no acidente, que aconteceu em 25 de junho.
O outro lado. De acordo com a assessoria de comunicação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), medidas paliativas já foram tomadas a fim de diminuir o número de acidentes no local.
Além disso, o Dnit informou que está finalizando um projeto de duplicação da BR-381. A previsão são que as obras comecem no inicio de 2011. (GS)
Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=146891,OTE&IdCanal=1
2010.07.26 - Silêncio e revolta param a 381 – Estado de Minas
Parentes das vítimas de acidente que tirou a vida de nove pessoas fazem manifestação perto de Caeté, cobrando providências para diminuir a violência na Rodovia da Morte
Daniel Antunes
Pedro Vilela/Esp. EM/D.A PRESS
"Esta estrada destruiu meu sonho de casar e ter uma família. Meu noivo foi mais um que teve a vida interrompida nesta rodovia e infelizmente não será o último", Michele de Freitas Ribeiro (C), noiva de um dos mortos em desastre ocorrido há um mês
O caseiro Sebastião Juninho Queiroz completaria hoje 32 anos. Seria o último aniversário na condição de solteiro, mas provavelmente a festa não teria a mesma fartura das anteriores, já que ele estava economizando para pintar a casa que havia alugado em São José da Lapa, na Grande BH, onde moraria depois do casamento, marcado para dezembro. Os planos foram bruscamente interrompidos em uma curva da temida BR-381, próximo ao trevo de Caeté. Sebastião estava entre os nove mortos em um grave acidente, ocorrido em junho, entre um Gol, uma Parati e um caminhão carregado de bobinas de arame de aço. Todos os mortos estavam nos carros que seguiam para Baixo Guandu, na divisa de Minas com o Espírito Santo. Entre as vítimas havia dois casais, sendo que uma mulher de 24 anos, grávida de nove meses, pretendia ter o filho no estado vizinho.
Ontem, quando o acidente completou um mês, parentes e amigos dos mortos participaram de um protesto que interrompeu o trânsito na rodovia, uma das mais movimentadas e perigosas do país. Todos usavam camisas estampadas com fotos das vítimas. Com cruzes e segurando faixas, eles cobravam medidas urgentes de segurança nos trechos mais perigosos da estrada entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. "Esta estrada destruiu meu sonho de casar e ter uma família. Meu noivo foi mais um que teve a vida interrompida nesta rodovia e infelizmente não será o último", lamentou Michele de Freitas Ribeiro, noiva de Sebastião Juninho, que dirigia um dos veículos envolvidos no acidente. "Hoje (domingo), provavelmente estaria feliz pelo aniversário da pessoa que mais amava. Não imaginava estar com uma cruz e lembrando a morte dele", emocionou-se.
A paralisação durou cerca de uma hora e meia e ocorreu de forma intercalada. A cada 20 minutos, um sentido da pista era fechado, enquanto do outro lado o trânsito era liberado. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanhou a manifestação e não houve tumulto. O protesto aconteceu em silêncio. Alguns motoristas apoiaram a manifestação e cumprimentaram os familiares das vítimas. “Há 30 dias, a BR- 381 matou nove pessoa inocentes, que estavam animadas, preparando-se para passar o fim de semana juntas. Hoje, a gente quer lembrar o que aconteceu e pedir aos governantes que tomem providências”, comentou o irmão de uma das vítimas, Carlos Eduardo Lino, de 29. Ao protesto também se juntaram familiares de cinco estudantes de Caeté que morreram em março do ano passado, na mesma rodovia. Todos estudavam em Belo Horizonte e voltavam para casa quando a van em que estavam foi atingida por uma carreta desgovernada. "Meu irmão estava nesse carro, tinha apenas 25 anos e era estudante de geografia. Tinha planos lindos, mas não teve ao menos a chance de tentar. Morreu na 381 e nós morremos um pouco, junto com ele", disse o também estudante Adair Junior, de 29, que depois do acidente trancou matrícula numa faculdade de BH.
Um novo fechamento da Rodovia da Morte está programada para o dia 13. No ano passado, integrantes da organização não governamental (ONG) SOS Rodovias Federais organizaram nove manifestações na BR-381, a última delas em 11 de outubro, pedindo reformas na estrada. Em março deste ano, a ONG promoveu um protesto em frente à sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) em homenagem aos estudantes de Caeté que estavam na van.
Pela manhã, ao mesmo tempo em que familiares de vítimas da Rodovia da Morte protestavam, dois acidentes na mesma estrada deixaram o trânsito lento e colocaram a polícia em alerta. O primeiro deles aconteceu no km 415. O Fiat Uno placa GFP 9187, de Belo Horizonte, capotou numa curva. O motorista foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros, mas teve apenas ferimentos leves. A poucos quilômetros dali, próximo a Sabará, um caminhão de Cariacica (ES), placa MQQ 4402, que transportava lonas, tombou na pista, deixando o trânsito lento no sentido BH. Ninguém ficou ferido.
2010.07.25 - Manifestantes relembram acidente e protestam na BR-381 – Portal Uai
Publicação: 25/07/2010 17:05 Atualização: 25/07/2010 17:51
O caseiro Sebastião Juninho Queiroz completaria neste domingo 32 anos. Era o último aniversário na condição de solteiro, mas provavelmente a festa não teria a mesma fartura das anteriores, já que estava economizando dinheiro para a pintura da casa que havia alugado em São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) onde moraria depois do casamento, marcado para dezembro.
Mas os planos foram bruscamente interrompidos. Ele estava entre os nove mortos em um grave acidente, ocorrido em junho na temida BR-381, próximo ao trevo de Caeté, entre um Gol, uma Parati e um caminhão carregado de bobinas de arame de aço. Todos os mortos estavam nos carros que seguiam para Baixo Guandu, na divisa de Minas com o Espírito Santo. Entre as vítimas estavam dois casais, sendo que uma mulher de 24 anos, grávida de nove meses, pretendia ter o filho no Espírito Santo.
Neste domingo, quando o acidente completou um mês, familiares e amigos dos mortos participaram de um protesto, que interrompeu o trânsito na rodovia, uma das mais movimentadas do país. Todos usavam camisas estampadas com o rosto das vítimas. Com cruzes e segurando faixas, eles pediam medidas urgentes de segurança nos trechos mais perigosos da estrada entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. "Essa estrada destruiu o meu sonho que tinha de casar e ter uma família. Meu noivo foi mais um que teve a vida interrompida nessa rodovia e infelizmente não será o último", lamentou Michele de Freitas Ribeiro, noiva de Sebastião Juninho que dirigia um dos veículos envolvidos no acidente. "Hoje, provavelmente estaria feliz pelo aniversário da pessoa que mais amava, não imaginava estar com uma cruz e lembrando da morte dele", emocionou Michele.
Veja as fotos da manifestação
A paralisação durou cerca de 1h30 e ocorreu de forma intercalada. A cada 20 minutos um sentido da pista era fechado, enquanto do outro lado o trânsito era liberado. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanhou a manifestação. Não houve tumultos. O protesto aconteceu em silêncio. Alguns motoristas apoiaram a manifestação e cumprimentaram os familiares das vítimas.
Um novo fechamento da rodovia da morte está programada para o próximo dia 13. No ano passado, integrantes da Organização Não Governamental ‘SOS Rodovias Federais’ organizaram nove manifestações na BR-381, a última delas em 11 de outubro pedindo a reconstrução da malha. Em março deste ano, a ONG promoveu um protesto em frente à sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) em homenagem aos estudantes de Caeté que estavam em uma Van e se acidentaram.
Pela manhã, ao mesmo tempo em que familiares de vítimas da Rodovia da morte protestavam, dois acidentes na mesma estrada deixaram o trânsito lento e colocaram a polícia em alerta. O primeiro deles aconteceu no KM 415. Um Fiat Uno, placa GFP 9187, de Belo Horizonte, capotou numa curva. O motorista foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros, mas teve apenas ferimentos leves. A poucos quilômetros dali, próximo a Sabará, um caminhão de Cariacica (ES), placa MQQ 4402, que transportava lona, tombou na pista deixando o trânsito lento no sentido BH. Ninguém ficou ferido.
Fonte: http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/07/25/noticia_minas,i=170624/MANIFESTANTES+RELEMBRAM+ACIDENTE+E+PROTESTAM+NA+BR+381.shtml
domingo, 25 de julho de 2010
2010.07.25 - Parentes de mortos na BR-381 paralisam rodovia – Portal R7
Os manifestantes pediram compreensão e apoio dos motoristas, que receberam um panfleto com os seguintes dizeres: "Você sabe por que estamos aqui? Pela vida. Hoje, você perde minutos de sua vida, para, amanhã, não perder sua vida em minutos. Esta causa também é sua. Queremos imediatamente meditas emergenciais de segurança nos trechos mais perigosos - sinalização, redutores, iluminação. E duplicação com obras que garantam a segurança para a trafegabilidade". O mecânico Marcos Rafael Estévão, 40 anos, não se importou em atrasar a viagem em alguns minutos. Para ele, a duplicação já passou da hora.
- A gente tem que compreender.
Bastante emocionada, a educadora Michele de Freitas Ribeiro, 25 anos, carregava uma cruz que representava o noivo, Sebastião Juninho Queiroz, que completaria 30 anos nesta segunda-feira (26). Juninho dirigia um dos dois carros atingidos por um caminhão que carregava bobinas, e morreu na hora. Ela desabafou, entre lágrimas, ao jornal Hoje em Dia.
- Infelizmente, temos uma certeza: eles não foram os primeiros nem serão os últimos. Ninguém vai trazer eles de volta, mas se não fizermos nada vai passar em branco, um mês já se passou. Só a gente sabe o que estamos passando.
Sobrevivente de outro grave acidente que deixou seis mortos na mesma região, em 11 de março de 2009, o universitário Adair Júnior, 29 anos, fez questão de participar da manifestação pacífica.
- Infelizmente, a manifestação só vai crescendo na dor.
O estudante participou de todos os protestos que foram realizadas desde o acidente envolvendo uma van e um caminhão, que matou o motorista da van e cinco estudantes do Uni-BH, que faziam o percurso Caeté-BH diariamente.
- Todo dia tem acidente aqui com fatal. Enquanto não duplicar a rodovia vai ser assim.
Fonte: http://noticias.r7.com/rio-e-cidades/noticias/parentes-de-mortos-na-br-381-paralisam-rodovia-20100725.html
2010.07.25 - Familiares de mortos em tragédia na BR-381 paralisam rodovia – Hoje em Dia
Viviane Moreno - Repórter - 25/07/2010 - 12:58
Os manifestantes pediram compreensão e apoio dos motoristas, que receberam um panfleto com os seguintes dizeres: "Você sabe por que estamos aqui? Pela vida. Hoje, você perde minutos de sua vida, para, amanhã, não perder sua vida em minutos. Esta causa também é sua. Queremos imediatamente meditas emergenciais de segurança nos trechos mais perigosos - sinalização, redutores, iluminação. E duplicação com obras que garantam a segurança para a trafegabilidade". O mecânico Marcos Rafael Estévão, 40 anos, não se importou em atrasar a viagem em alguns minutos. "A gente tem que compreender", disse, avaliando que a duplicação já passou da hora.
Bastante emocionada, a educadora Michele de Freitas Ribeiro, 25 anos, carregava uma cruz que representava o noivo, Sebastião Juninho Queiroz, que completaria 30 anos amanhã (26). Juninho dirigia um dos dois carros atingidos por um caminhão que carregava bobinas, e morreu na hora. "Infelizmente, temos uma certeza: eles não foram os primeiros nem serão os últimos. Ninguém vai trazer eles de volta, mas se não fizermos nada vai passar em branco, um mês já se passou. Só a gente sabe o que estamos passando", desabafou, entre lágrimas.
Sobrevivente de outro grave acidente que deixou seis mortos na mesma região, em 11 de março de 2009, o universitário Adair Júnior, 29 anos, fez questão de participar da manifestação pacífica. "Infelizmente, a manifestação sé vai crescendo na dor", diz, acrescentando que participou de todas que foram realizadas desde o acidente envolvendo uma van e um caminhão, que matou o motorista da van e cinco estudantes do Uni-BH, que faziam o percurso Caeté-BH diariamente. "Todo dia tem acidente aqui com fatal. Enquanto não duplicar a rodovia vai ser assim", diz.
Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/minas/familiares-de-mortos-em-tragedia-na-br-381-paralisam-rodovia-1.149679
2010.07.25 - Manifestantes relembram acidente que matou nove pessoas na BR-381 – O Tempo Online
DANIEL SILVEIRA
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De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a interdição foi feita na altura do Km 429, onde ocorreu o acidente. Às 10h foi fechada a pista no sentido Vitória - Belo Horizonte. Meia hora depois a interdição foi feita na pista contrária. O protesto, que contou com a participação de pelo menos 60 pessoas, foi realizado de forma pacífica.
A rodovia foi sinalizada para que a manifestação ocorresse. Cartazes informavam aos motoristas que o tráfego seria interrompido, esclarecendo os motivos da interdição. Os informes foram afixados às margens da rodovia em dois pontos - a 3 Km e a 1 km do local onde a manifestação foi realizada.
Além de manter viva a memória das vítimas, os manifestantes queriam cobrar das autoridades públicas medidas eficazes para tirar da BR-381 a estigma de “rodovia da morte”. “Essa estrada foi projetada para durar 50 anos. Hoje ela não comporta o número de veículos. Há muito acidentes, muitas vítimas, e isso não pode continuar”, afirma o comerciante Izaías Rodrigues da Silva, 29 anos, que perdeu o cunhado no acidente, ocorrido no dia 25 de junho.
Izaías avalia que é necessário remapear a BR-381. “Não adianta duplicar a rodovia. Ela precisa ser reestruturada”, diz. O acidente que os manifestantes relembram ocorreu quando bobinas de aço caíram de uma carreta, atingindo os dois carros onde viajavam as vítimas.
A tragédia que terminou com a morte das nove pessoas causou grande comoção nos moradores da região. As vítimas eram todas parentes e seguiam para o Espírito Santo, onde participariam de um casamento. Entre os mortos havia duas crianças, uma de 3 meses e a outra de 3 anos, e uma mulher grávida de 9 meses.
Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=88691,NOT&IdCanal=
2010.07.25 - Parentes de mortos em acidentes na BR-381 protestam contra falta de segurança -
De acordo com um representante do movimento SOS Rodovias Federais, Lúcio Mário, os manifestantes usaram faixas e cruzes para lembrar o acidente que matou na hora nove pessoas há um mês. No dia 25 de junho, uma carreta carregada de bonina bateu em dois carros. Entre as vítimas, estava uma mulher grávida e duas crianças. Um homem que havia sobrevivido morreu dias depois no hospital.
Parentes das vítimas de outra batida envolvendo um caminhão e uma van que levava estudantes universitários no ano passado também estiveram no protesto. No acidente em março de 2009, seis pessoas morreram.
Ainda segundo Lúcio Mário, este é o décimo protesto desde março do ano para pedir mais segurança na BR-381. Ele acredita que a duplicação da rodovia e a alteração do traçado, reduzindo o número de curvas, seriam capazes de reduzir o número de acidente.
A BR-381 ou Fernão Dias é uma das mais perigosas do Brasil, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. No ano passado foram dois mil acidentes. Oitenta e uma pessoas perderam a vida entre Belo Horizonte e João Monlevade. A estrada, que tem trânsito intenso e muitas curvas, ficou conhecida como rodovia da morte.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o projeto executivo de duplicação da BR-381 deve ser entregue em setembro ou outubro. A partir daí, o Dnit pode abrir licitação para fazer as obras. A previsão é que os trabalhos comecem no primeiro trimestre de 2011. Ainda de acordo com o departamento, a duplicação deve ficar pronta em três ou quatro anos. O Dnit informou também que, a partir do mês que vem, outros radares devem ser instalados no trecho entre Belo Horizonte e João Monlevade.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a retenção de carros devido ao protesto causou seis acidentes de pequena gravidade na manhã deste domingo, no sentido Belo Horizonte - Vitória.
Fonte: http://globominas.globo.com/GloboMinas/Noticias/Plantao/0,,MUL1608951-9076-11037,00.html
2010.07.25 - Protesto na BR-381 – Diário do Aço
Parentes e amigos lembram tragédia com nove mortos na BR-381 em Caeté
DA REDAÇÃO - Neste domingo (25) fez exatamente um mês da ocorrência do trágico acidente da BR-381, proximidades do trevo de Caeté, quando um Gol e uma Parati foram atingidos por um caminhão carregado de bobinas de arame de aço. Nove pessoas, que seguiam de São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para Baixo Guandu, na divisa de Minas com o Espírito Santo, morreram nesse acidente.
A tragédia foi lembrada neste domingo, quando o acidente completou um mês. Familiares e amigos das vítimas participaram do protesto, que interrompeu o trânsito na rodovia por alguns minutos.
Os manifetantes usavam camisas estampadas com o rosto das vítimas. Segurando cruzes e faixas, eles pediam medidas urgentes de segurança nos trechos mais perigosos da estrada entre Belo Horizonte e Governador Valadares.
"Essa estrada destruiu o meu sonho que tinha de casar e ter uma família. Meu noivo foi mais um que teve a vida interrompida nessa rodovia e infelizmente não será o último", lamentou Michele de Freitas Ribeiro, noiva de Sebastião Juninho que dirigia um dos veículos envolvidos no acidente em entrevista ao jornalista Daniel Antunes, do jornal Estado de Minas. Curiosamente, neste domingo (25), seria aniversário de Juninho.
A paralisação durou cerca de uma hora e meia. A cada 20 minutos um sentido da pista era fechado, enquanto do outro lado o trânsito era liberado.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanhou a manifestação. sem tumultos. Ao contrário de outros protestos, quando houve reclamação de motoristas com a paralisação da estrada, alguns motoristas apoiaram a manifestação e cumprimentaram os familiares das vítimas.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Manifestação na BR-381 em 25/07/2010, no trevo de Caeté
Nova tragédia na BR-381 causa comoção em São José da Lapa
Pedro Ferreira - Estado de Minas
Publicação: 25/06/2010 17:33 Atualização: 25/06/2010 19:11
Nove pessoas – entre elas duas crianças de três meses e três anos, e uma grávida de nove meses, que estava indo ter o filho na casa dos pais em Baixo Guandu (ES) –, morreram num grave acidente na madrugada desta sexta-feira, no km 425 da BR-381, trecho conhecido como "Rodovia da Morte". Na tragédia desta sexta, dez pessoas, entre amigos e parentes, todos moradores de São José da Lapa e Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, viajavam em um Gol e numa Parati para o Espírito Santo, onde participariam de um casamento neste fim de semana. Numa curva do quilômetro 425, em Caeté, Grande BH, uma carreta de 35 metros de comprimento, e carregada com 30 toneladas de fios de aço, tombou na pista contrária e esmagou os dois carros. O Gol ainda foi arremessado numa ribanceira de 20 metros de altura. Oito das vítimas morreram na hora e Jéssica Fernanda Silva Coelho, de 19, morreu ao dar entrada no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS), na capital.
Veja a galeria de fotos do acidente
No hospital também deu entrada o passageiro Cleimerson Souza Silva, de 26, que teve traumatismo toráxico e craniano e corre risco de morrer. O motorista da carreta Scânia placa ECM 3536, de Cubatão (SP), Rusembergt Pinheiro de Oliveira, 41, teve ferimentos leves e também foi levado para o HPS. O Gol preto, placa HAM 6451, era dirigido pelo eletricista Gustavo Henrique de Abreu, de 26. Ele e os quatro passageiros morreram na hora: o mestre de obras Márcio José Lopes, de 31, sua mulher Camila Bezerra de Carvalho, de 22, o filho do casal Júlio César Carvalho Lopes, de 3 meses, e Marcela Cortes, de 24, que estava grávida e teria o bebê até quarta-feira.
O marido de Marcela, André Gomes da Cruz, de 29, e o filho deles, Andrey Gomes Cortez, de 3, viajavam na Parati preta placa HEW 8925, dirigida pelo caseiro Sebastião Juninho Queiroz, de 31. Todos e a passageira Jéssica morreram. Cleimerson foi o único sobrevivente da turma de amigos e colegas de trabalho. A pista ficou interditada por 6 horas, nos dois sentidos. Às 8h40, o engarrafamento era de mais de 9 quilômetros no sentido Vale do Aço.
Comoção
Em São José da Lapa, a 38 quilômetros da capital, as famílias de Gustavo e Sebastião ficaram sabendo do acidente por volta das 6h50, quando uma rádio noticiou a tragédia. A irmã de Gustavo, Eliane Aparecida Lino, de 33, entrou em desespero, escolhendo o terno e a gravata para sepultar a vítima. "Acordei às 2h40 da madrugada, sentei no sofá da sala para amamentar meu bebê e Gustavo também acordou. Disse que ia sair mais cedo para apanhar Márcio, Camila e o filho deles em Vespasiano. Antes de sair, ele brincou com meu filho, dizendo que voltaria domingo para brincar com ele. Quando saía, pedi a Gustavo para dirigir devagar, que a estrada é muito perigosa, e que ele pedisse isso também a Juninho, que ia dirigir o outro carro", disse Eliane. Gustavo era um bom motorista e tinha o costume de pegar a estrada, segundo ela. A mãe e a avó de Gustavo moram em Joaquim Felício, no Norte de Minas, e foram avisadas da tragédia.
Gustavo completou 26 anos no dia 21 de maio. Na festa, ele convidou o amigo Sebastião para viajar para o Espírito Santo. Também combinaram outra festa de aniversário para Sebastião, no mês que vem. Sebastião estava feliz, segundo o irmão Edmar Aparecido Lima Queiroz, de 37. Em agosto, ele ficaria noivo durante a festa de Nossa Senhora do Rosário, em Sabinópolis, no Vale do Rio Doce, sua terra natal. Vários parentes das vítimas foram o HPS João XXIII, em Belo Horizonte, tão logo souberam do acidente. O mestre de obras Marco Antônio Lopes, de 40, irmão de Márcio, não se conformava. “Perdi um irmão, uma cunhada e um sobrinho de apenas 3 meses. Perdi parentes, amigos e colegas de trabalho, tudo de uma só vez”, lamentou.
O carregador Vilson Coelho, de 60, chegou ao hospital confiante que sua filha Jéssica estivesse viva. Ao saber que ela não tinha resistido, chorou desesperadamente. Jéssica era noiva de Gleimerson, que sobreviveu. Gustavo será sepultado na manhã deste sábado em São José da Lapa. Sebastião, em Sabinópolis. Jéssica, em Vespasiano. Na tarde desta sexta, parentes das vítimas ainda aguardavam a liberação dos corpos no IML de Belo Horizonte. Os corpos dos dois casais e das crianças seguiriam para o Espírito Santo.
Fonte: Portal Uai







