sábado, 2 de julho de 2011

Carreta com bobinas cai sobre carro na BR-381

Por sorte os ocupantes do veículo, que estava na altura do km 364, não se feriram

Franciele Xavier - Do Hoje em Dia - 2/07/2011 - 12:24

O motorista de uma carreta que transportava bobinas e seguia no sentido Vitória (ES) perdeu o controle da direção e acabou provocando um acidente envolvendo outro veículo, na BR-381, altura do Km 364, próximo a João Monlevade, na manhã deste sábado (2).

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o condutor não conseguiu fazer uma curva e tombou. A carga caiu em cima de um carro de passeio, mas nenhum dos ocupantes se machucou.  O caminhoneiro ficou ferido, mas escapou de lesões graves.

Fonte: Hoje em Dia

Deputado cobra investigação de denúncia de cobrança de propina da PRF na BR-381

BR-381 - Agente da PRF pesa cargas com os olhos

Sem balanças e com liberação de caminhões de grande porte, limitação de peso na ponte provisória é feita por estimativa

Pedro Ferreira

Jair Amaral/EM/D.A Press20110702002345397Mesmo sem equipamento de pesagem, restrição ao tráfego foi relaxada na travessia do Rio das Velhas

Enquanto o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não instala balanças móveis nas extremidades das pontes provisórias sobre o Rio das Velhas, no km 455 da BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, policiais rodoviários tentam controlar o peso das cargas na base do “olhômetro”. As travessias metálicas instaladas pelo Exército, em substituição à ponte danificada em abril, têm capacidade para até 60 toneladas.

Na quinta-feira, depois de protestos contra a falta de balança e a proibição de passagens de carretas de grande porte, houve flexibilização por parte do Dnit e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Carretas bitrem e rodotrem, que são formadas por um cavalo mecânico e dois semirreboques, antes com tráfego proibido, podem passar dividindo a carga. O Dnit promete instalar as balanças móveis até o fim da próxima semana.

Segundo a PRF, pela configuração da carreta bitrem, seu peso máximo chega a 57 toneladas, incluindo o veículo e a carga máxima suportável. A Rodotrem atinge no máximo 74 toneladas, quando carregada. Dividindo a carga, a travessia é segura, segundo o policial Márcio Luiz Ferreira Carvalho, encarregado da fiscalização. “Bitrem e Rodotrem podem passar completas, quando vazias. Veículos com apenas o cavalo mecânico e uma carreta nunca ultrapassam a 60 toneladas quando carregadas”, garante o policial.

A ficalização da PRF, segundo o agente, é 24 horas Há uma equipe no Posto Beija-Flor, a poucos metros da ponte, sentido Vitória (ES), e no posto da PRF, no sentido contrário. “É fácil saber se as carretas estão vazias, pois os eixos ficam levantados”, explicou o policial. Segundo ele, o peso da carga que consta na nota fiscal não está sendo considerado, pois não pode ser confirmado. Ontem, um motorista do Paraná não aceitou a decisão da PRF, alegando que a sua carga era inferior ao peso máximo permitido na ponte, mas foi obrigado e passar com uma carreta de cada vez.

ARRASTÕES

Como se não bastassem os transtornos, os engarrafamentos e a espera para transpor as pontes, quem passa pelo trecho está também exposto à violência. Um grupo com pelo menos seis adolescente aproveitou os congestionamentos para atacar motoristas e passageiros, na altura do Bairro Jardim Vitória, Região Nordeste da capital. Militares do 16º Batalhão foram para o local depois de denúncias de que os infratores, com armas de fogo, promoviam um arrastão. A PM não informou quantas pessoas foram roubadas pelos menores.

Fonte: Estado de Minas

Retenção na BR-381 estaria atraindo assaltantes

Iêva Tatiana - Do Hoje em Dia - 1/07/2011 - 22:33

Motoristas que passavam pela BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite desta sexta-feira (1º), acionaram a Polícia Militar (PM) afirmando que estavam sendo assaltados no local.

Segundo militares do 16º Batalhão, a denúncia informava que bandidos estavam aproveitando a lentidão do trânsito para assaltar os motoristas.

A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) informou que não foi constatada a presença de suspeitos na região. Ainda segundo a PM, viaturas estiveram no local, mas não foi confirmada a denúncia.

Fonte: Hoje em Dia

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Travessia pela ponte da BR 381 continua caótica - JA 1ª Edição

Motociclista é atropelado por carreta na BR 381 - JA 1ª Edição

Transporte de estrutura metálica causa congestionamento na BR 381

Foto: Liliane Souza - Jornal Na Boca do Povo/SGRAMG DSC04978Carreta parada em Ponte Coronel

Durante a tarde de hoje, a carreta que transporta a segunda parte da estrutura metálica para a construção da ponte sobre o Rio das Velhas em Sabará, causou congestionamento na BR 381. A carreta está parada em Ponte Coronel – São Gonçalo do Rio Abaixo, e só segue viagem amanhã, devido ao tamanho da estrutura.

Quem for viajar amanhã deve se preparar para enfrentar o congestionamento causado pelo transporte da estrutura.

Fonte: Jornal Na Boca do Povo

Motoristas enfrentam lentidão na BR-381

Congestionamento entre Oliveira e Santo Antônio do Amparo chega a oito quilômetros, por causa de tombamento de carreta

Iêva Tatiana - Do Hoje em Dia - 1/07/2011 - 20:05

Trânsito lento na BR-381, na noite desta sexta-feira (1º), na Região Metropolitana de Belo Horizonte e na Região Centro-Oeste de Minas Gerais.

A Autopista Fernão Dias registra oito quilômetros de lentidão, entre Oliveira e Santo Antônio do Amparo, onde uma carreta tombou, na altura do quilômetro 628, interditando o tráfego em uma das faixas da rodovia. O trânsito segue por outra faixa e pelo acostamento.

A concessionária informou que o veículo já foi retirado do local, mas ainda há carga espalhada na via. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), não houve registro de feridos no acidente.

Entre Betim e Contagem, na Grande BH, há cinco quilômetros de lentidão, em função do excesso de veículos, informou a Autopista Fernão Dias.

Fonte: Hoje em Dia

Dnit e PRF cedem à pressão e liberam carretas na BR-381

Sabará.Decisão foi tomada após bloqueio da rodovia por 14 horas em um protesto de caminhoneiros

Especialista alerta para risco de a estrutura cair; PRF reconhece perigo

TÂMARA TEIXEIRA

    FOTO: ALEX DE JESUSCaminhoneiros bloqueiam a rodovia BR - 381 , em Sabara , regiao Parado. Congestionamento, na manhã de ontem, chegou a 6 km nos dois sentidos da BR-381

    Mesmo com o risco de acidentes na ponte provisória do rio das Velhas, na BR-381, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) liberaram ontem o tráfego de carretas no local. A decisão foi tomada depois que 200 caminhoneiros bloquearam a rodovia por 14 horas. Eles protestavam contra a restrição na rodovia, em vigor desde abril. O congestionamento chegou a 6 km nos dois sentidos da estrada, na altura de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte.

    O assessor de imprensa da PRF, inspetor Aristides Júnior, reconhece que há risco de acidentes, já que muitas carretas rodam acima de 60 t, peso máximo que a estrutura da ponte suporta. Os caminhões do tipo bitrem e rodotrem vazios também passaram a ter acesso à ponte. "As carretas podem rodar até 60 t. O problema é que os caminhoneiros trafegam acima desse limite. A nota fiscal pode constar 60 t, mas muitos burlam isso. Nesse caso, haveria risco de a ponte ceder, sim, por exemplo, por causa da sobrecarga", diz. O Dnit nega que haja perigo.

    O engenheiro civil da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Hélvio Piancastelli demonstra preocupação com a liberação do trafego. "Uma ponte projetada para aguentar 60 t costuma suportar um pouco mais, talvez 65 t. No entanto, essa é uma estrutura provisória e a reserva de segurança costuma não ser a mesma da definitiva. Também pode haver risco se duas carretas passarem juntas e a soma do peso for superior a 60 t", explica o especialista.

    Segundo o Dnit, a ponte tem 50 m. O órgão garantiu que, até o fim da próxima semana, irá instalar uma balança em cada sentido da rodovia.

    Transtornos. A negociação antes da liberação da BR-381 foi longa. O resultado de 14 horas de interdição foi muito transtorno para quem precisava passar pela rodovia. Edson Garcia, um dos manifestantes, diz que a insatisfação dos caminhoneiros que estão proibidos de rodar no local desde 20 de abril, quando a ponte cedeu, chegou ao limite. "Não dava mais para continuar. O transtorno é enorme. Temos o direito de ir e vir", afirma.

    O encarregado Oswaldo Gomes não conseguiu pegar o ônibus em Santa Luzia, na região metropolitana, para chegar ao trabalho, na capital. "Esperei três horas. Liguei na empresa e avisei que iria faltar", conta.

    O trânsito da 381, na altura de Sabará, no sentido de Belo Horizonte, voltou a ficar lento na noite de ontem. Em um grave acidente, um motoqueiro de 24 anos morreu ao ser atingido por uma carreta.

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    Transtornos

    Pista fechada prejudica motoristas

    O bloqueio da BR–381, na altura de Sabará, trouxe transtornos para motoristas, diversos setores da capital e cidades vizinhas. Nas três escolas municipais que atendem a Sabará, as aulas foram suspensas – 600 alunos foram prejudicados. O transporte da prefeitura chegou a buscar os estudantes em casa, mas não conseguiu chegar às escolas. Os professores também ficaram presos na rodovia. Segundo o secretário de Educação Alair da Conceição, os alunos terão as aulas repostas.

    O prefeito de Sabará, Willian Borges, diz que o comércio na cidade também foi prejudicado, e grande parte dos comerciantes não conseguiu abrir as portas. O atendimento no hospital municipal também ficou comprometido, já que os funcionários não conseguiram chegar ao local no horário de costume.

    O comerciante Aílton Silva lamenta que o dia tenha sido perdido para toda a família. "Minha filha não teve aula, em Sabará. Minha mulher não conseguiu trabalhar em Belo Horizonte, e eu me atrasei por horas", diz. (TT)

    Propina

    PRF. Alguns caminhoneiros denunciaram ontem, durante a manifestação, que parte dos policiais rodoviários federais estava cobrando propina para a liberação de veículos proibidos de circular pela ponte. O valor variava entre R$ 20 e R$ 100. A PRF nega a acusação e diz que só irá investigar o caso se alguma denúncia for formalizada.

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    BRs viram "via crúcis’"rumo a Belo Horizonte

    Magali Simone

    Atrasos na chegada ao trabalho, demora na entrega de mercadorias e reclamações sem fim. Os transtornos já viraram rotina, mas continuam sendo um pesadelo diário para quem trafega pelas principais rodovias que levam à capital, como as BRs 040 e 381.

    A perda de clientes e até mesmo o risco de demissão são alguns dos fantasmas que atormentam motoristas, usuários do transporte público e comerciantes que dependem desses acessos a Belo Horizonte.

    O transportador José Cunha possui quatro caminhões de pequeno porte. Ele conta que já perdeu as contas dos prejuízos e das reclamações que recebeu de clientes devido aos atrasos nas entregas desde o dia 20 de abril, quando um problema estrutural levou à interdição da ponte na BR–381 sobre o rio das Velhas, em Sabará, na região metropolitana.

    "Antes da ponte provisória, tínhamos que ficar horas esperando a triagem dos caminhões que poderiam passar por dentro de Santa Luzia", lembra Cunha. "Ficamos encurralados. De um lado, a população, que tem razão em temer o tráfego de veículos pesados. Do outro, nós, que temos prazos. Acabamos ficando prejudicados", reclama o empresário.

    Morador do bairro Borges, em Sabará, o marceneiro Cláudio Eduardo trabalha em Belo Horizonte e se diz inseguro em relação à manutenção do emprego. Mesmo antecipando a saída de casa em até uma hora, ele afirma que os atrasos continuam frequentes.

    "As autoridades sabiam que a ponte estava abalada há muitos anos. Quem precisa atravessá-la para chegar ao trabalho tem que sair de madrugada. Por que não fizeram nada antes?", questiona o marceneiro.

    Precaução. Outros prejudicados são os moradores do interior que buscam atendimento médico na capital. O motorista Geraldo Paulino Braga, que transporta pacientes entre Vespasiano, na região metropolitana, e Belo Horizonte, afirma que é necessário sair às 5h para evitar atrasos nas consultas de seus passageiros.

    "As consultas são marcadas para a manhã e, por isso, saímos bem mais cedo. Qualquer acidente pode prejudicar o atendimento, então, somos obrigados a nos precaver", afirma.

    Fonte: O Tempo

    Eterno tormento

    Manifestantes fecham rodovias federais em dois extremos da cidade, protestando contra problemas que são velhos conhecidos da população, mas que o Dnit não consegue resolver

    Paula Sarapu e Valquiria Lopes

    Paulo Filgueiras/EM/D.A Press20110630220505675Nas pontes provisórias da 381, com capacidade para até 60 toneladas, polêmica decorre da falta de balança que indique quais veículos de carga podem transpor a travessia. Bloqueio durou 13 horas

    O fechamento de dois dos mais importantes acessos rodoviários a Belo Horizonte durante grande parte do dia de ontem deixou ilhados milhares de motoristas, transtornou a rotina de outros tantos cidadãos e expôs o descaso no trato com a malha federal no estado. Em um extremo, caminhoneiros fecharam a BR-381, na saída para Vitória, em protesto contra a falta de balança e a proibição de tráfego de veículos de grande porte sobre as pontes provisórias instaladas no trecho. Foi o ponto alto de uma sucessão de equívocos, que começou com a interdição da travessia, em 20 de abril, às vésperas do feriadão da semana santa, quando a estrutura de concreto sucumbiu à manutenção ineficaz. O estopim da crise de ontem foi a intensificação da fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre a transposição, além de denúncias de que a restrição ao tráfego vinha sendo burlada graças ao pagamento de propina a policiais. Enquanto a manifestação desafiava a paciência dos condutores a nordeste da capital, quem tentava chegar à cidade pelo acesso sul parava em outro protesto, na BR-040. A rodovia que dá acesso ao Rio de Janeiro foi tomada por moradores da cidade de Congonhas, na Região Central do estado, em resposta a mais um problema sem solução: os sucessivos atropelamentos na estrada, que no dia 18 fez mais duas vítimas. A interdição, na manhã de ontem, foi a terceira desde o duplo atropelamento, que matou uma mulher. Os dois primeiros atos reivindicando a instalação de uma passarela não deram qualquer resultado, assim como foram inúteis os movimentos anteriores de caminhoneiros na BR-381.

    Na BR-381, o protesto de ontem foi mais um capítulo da novela de erros e transtornos em que se transformou a vida de quem depende da travessia sobre o Rio das Velhas, no Bairro Borges, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para chegar ao Vale do Aço, Leste de Minas e Espírito Santo. Os problemas iniciados com a interdição da ponte, que cedeu após um dos pilares ter afundado, se desdobraram ao longo dos últimos três meses. Desde então, o caos se instalou no local, por onde passam diariamente cerca de 60 mil veículos, e tem se irradiado quilômetros afora. O último lance desse roteiro de descaso teve início na noite de anteontem, quando caminhoneiros fecharam a estrada. O protesto diante da proibição de usar as pontes metálicas provisórias instaladas pelo Exército durou quase 13 horas.

    Com capacidade para suportar veículos de até 60 toneladas, as travessias estavam abertas apenas para trânsito de carros de passeio, ônibus e caminhões de pequeno porte, já que não foi ainda instalada no trecho uma balança que indique quais veículos de grande porte poderiam cruzar as estruturas. Carretas de até 60 toneladas, veículos articulados vazios e caminhões com cabine e dois eixos (articulados) só poderiam circular depois que o Dnit instalasse o equipamento para pesagem da carga. Com isso, a única alternativa para chegar ou sair da capital pela BR-381 (no sentido Vitória) passou a ser a BR-040 e a BR-356, passando por Ouro Preto e Mariana, uma volta que acrescenta 80 quilômetros à viagem.

    No protesto iniciado por volta das 20h de anteontem, caminhoneiros que vinham no sentido João Monlevade/Belo Horizonte atravessaram carretas e caminhões articulados na cabeceira da ponte, ao serem barrados na travessia. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acabou fechando a passagem nos dois sentidos da rodovia. No início da manhã de ontem, apenas motociclistas puderam circular pelo trecho interditado. O sentido João Monlevade também ficou completamente engarrafado. Revoltados, muitos passageiros que seguiam de ônibus para o trabalho preferiram caminhar quilômetros às margens da estrada. A quem não tinha essa opção, restou a espera, que em muitos casos representou prejuízos e compromissos cancelados.

    Do outro lado da ponte, em Sabará, caminhoneiros colocaram fogo em pneus e pedaços de madeira, mobilizando os bombeiros. “Demoramos duas horas para percorrer três quilômetros. Sou da Igreja Batista da Lagoinha e vou levar uma amiga de Recife para um retiro com o grupo em Sabará. O carro e o ônibus parados em nossa frente também vão para lá. Já estamos atrasados, porque o evento começava às 9h”, disse o voluntário Thiago Guedes, de 23, ao lado do supervisor operacional Alan Leonardo Souza, de 19, que estava atrasado para o trabalho. “Se não fosse a manifestação, a gente já estaria de volta a BH.” No banco de trás, a amiga Júlia Vieira, de 19, já tinha até cochilado.

    O engenheiro F.R.S., de 50 anos, precisou sair de casa, na Região Centro-Sul da capital, para buscar uma parente que vinha de Teófilo Otoni, com cirurgia marcada em BH. A paciente ficou parada na estrada em um ônibus de turismo, desde a madrugada, e só conseguiu chegar de carona na moto do engenheiro. “Ela não tinha como remarcar a cirurgia. Ia ter que esperar um tempão de novo para isso. Não teve jeito, tive que buscá-la de moto. E onde foi parar o direito de ir e vir do cidadão? Eles (os caminhoneiros) não sabem que é arriscado passar com peso demais na ponte?”, questionou.

    LIBERAÇÃO

    Apenas por volta das 9h, os manifestantes liberaram a passagem de ambulâncias e carros de passeio pelas pontes. Ainda assim, o trânsito permaneceu lento, pois os condutores de caminhões impedidos de atravessar continuavam exigindo liberação para seus veículos. Por volta das 11h, o Dnit autorizou a PRF a abrir o acesso, após informar que a ponte suportaria o peso de grandes caminhões. Mesmo assim, carretas bitrem, rodotrem carregadas e veículos de carga com excesso lateral só poderão voltar a circular quando a ponte definitiva estiver construída. Como alternativa, motoristas estavam desengatando a cabine de um dos eixos e atravessando em duas etapas. “Estamos tendo que usar a criatividade para passar por aqui, já que por Ouro Preto gasta-se mais tempo e combustível, além dser perigoso. O que não entendo é que, se liberaram hoje, por que não fizeram isso antes?”, questionou o caminhoneiro Breno de Oliveira, de 30 anos.

    BALANÇAS

    A instalação dos equipamentos de pesagem foi uma exigência da PRF, responsável pela fiscalização na rodovia, sob alegação de que as notas fiscais, que informam o peso da carga e do veículo, podem ser facilmente adulteradas. Os pedidos, feitos um dia antes da liberação das pontes metálicas, incluem quebra-molas, placas e iluminação especial. Na ocasião, o Dnit havia pedido 15 dias para instalação dos equipamentos, tempo que terminaria na próxima semana. Diante da situação de ontem, o órgão pode antecipar o prazo. A ponte definitiva e seus acessos serão elevados em um metro de altura, antecipando o projeto de duplicação da BR-381. A previsão da obra é de até seis meses. No futuro, a ponte será via de mão única e outra deve ser construída para atender motoristas no sentido contrário. A demolição e reconstrução da ponte estão orçadas em cerca de R$ 40 milhões.

    Fonte: Estado de Minas

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