domingo, 2 de outubro de 2011

Operação da Lei Seca na BR-381 apreende três carteiras de habilitação

Estado de Minas

Publicação: 02/10/2011 13:38 Atualização: 02/10/2011 13:50

A Polícia Rodoviária Federal realizou uma blitz da Lei Seca durante o fim da noite de sábado e começo da madrugada deste domingo, na BR-381, em trechos que passam pelas cidades de Contagem, João

Monlevade e Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em Betim e Contagem, três condutores tiveram suas Carteiras de Habilitação apreendidas, por apresentarem sinais de embriaguez, e voltaram para casa no banco do carona.

Em João Monlevade, cinco condutores foram flagrados, sendo que um deles foi preso e levado para a Delegacia da cidade. O homem de 31 anos é morador da região e dirigia inabilitado. Além dele, dois veículos, e as carteiras de outros quatro motoristas que aparentavam embriaguez, foram apreendidos.

Fonte: Portal Uai

Câmera flagra acidente com carreta na BR-381 - MGTV 2ª Edição

VIVA E NÃO DEIXE MORRER...

01/10/2011 07h31

Sem conseguir se calar diante das mortes incessantes na BR-381, o médico e músico Aggeu Marques, admirador dos garotos de Liverpool, articulou um mega show de protesto em João Monlevade com a participação de grandes nomes da música mineira. Artistas e populares exigem das autoridades a duplicação emergencial da "Rodovia da Morte"

Flávia HenriquesÁrea de transferência01Como músico, preciso da estrada para poder levar a minha arte para outros lugares do Brasil. E sofro como qualquer cidadão

Há quem pense não ser possível exercer ao mesmo tempo duas profissões com a mesma paixão e profissionalismo. Não é esse o caso do médico Aggeu Vieira Marques Neto, de 47 anos, especializado em ultrassonografia. Há 11 anos residindo em João Monlevade, e há 19 casado com a também médica Ângela Pinheiro Chagas Marques, 41 — com quem tem Paula (5)—, Aggeu confessa se sentir completo somente quando, entre uma consulta e outra, solta a voz, compõe e reverencia os ídolos. Ele é fã dos Beatles, fonte de inspiração para sua passagem por bandas cover como Hocus Pocus, Sgt. Pepper´s e, atualmente, Yesterdays. Aliás, a segunda já foi considerada a maior banda cover dos ícones ingleses em um concurso anual promovido em Liverpool.

Aggeu fez uso de seu pluralismo para se engajar também nas causas sociais. Aproveitou toda a bagagem e influência no meio musical para, junto de diversos amigos artistas da MPB, promover, no último dia 16, um show de protesto contra o descaso das autoridades em relação à matança rotineira da BR-381, a “Rodovia da Morte”. Mais de cinco mil pessoas, segundo a PM, assistiram ao espetáculo, que teve a participação da Banda 14 Bis e dos artistas Ana Cristina, Fabrício & Elcimar, Fio da Navalha, In Focus, Luís Carlos Sá (da dupla Sá & Guarabyra), Márcio Greyck, Maurício Gasperini, Paulinho Pedra Azul, Rômulo Rás e Telo Borges.

A perda de um colega da banda 14 Bis foi a gota d’água para que o evento fosse realizado com tantas adesões.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou recentemente que, em média, ocorrem 25 acidentes com vítimas fatais a cada cem quilômetros da rodovia. A via conta com mais de 50 anos e nunca passou por uma obra de modernização. O seu traçado sinuoso aliado à imprudência dos motoristas compõe uma fórmula letal, capaz de vitimar famílias inteiras. O trecho que margeia João Monlevade e segue em direção a Vitória, no Espírito Santo, é considerada pela PRF como o mais perigoso. Somente no ano passado, 111 pessoas morreram nesta parte da rodovia.

Com os recentes escândalos no Ministério dos Transportes e no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), foi suspenso o projeto de duplicação da BR-381. O problema vai se arrastar. A falta de manutenção e fiscalização do transporte de cargas ao longo da rodovia explicita a negligência do poder público nas mais diversas formas. Certamente, o episódio mais inconveniente para motoristas de todo o Brasil que cruzam a BR foi o da interdição da ponte sobre o Rio das Velhas, em Sabará. Desde abril deste ano, quem passa por lá enfrenta uma verdadeira via crucis. Para manter o fluxo de veículos, que chega a 30 mil carros por dia, foi instalada uma ponte provisória, até que a nova fique pronta.

São esses absurdos que estimulam Aggeu a agir, sempre consciente de que esse é apenas o início de um movimento. A ação rápida do governo em torno da duplicação somente ocorrerá, segundo ele, quando a sociedade se mobilizar para cobrar uma postura digna por parte das autoridades em relação à rodovia. Trabalho, arte, música, política, morte e vida são temas da entrevista a seguir.

O fato de o senhor atuar como médico e artista facilita a compreensão do quanto a obra na BR-381 se faz necessária?

Sim. Talvez por exercer ambas as profissões, eu tenho um sentimento dobrado do mal que esta estrada, sem duplicação, faz para a região. Como médico, a gente convive com pessoas que são afetadas diretamente em seu estado de saúde pelos acidentes e perdas familiares e de amigos. Não trabalho especificamente na área de trauma, mas tenho amigos que convivem diariamente com esse drama. Como músico, preciso da estrada para poder levar a minha arte para outros lugares do Brasil. E sofro como qualquer cidadão.

Em sua opinião, o que falta aos governantes para conseguirem visualizar o ser humano por trás dos números?

A visão deles é estritamente política e, há muito tempo, não é de interesse do Governo Federal o desenvolvimento de Minas Gerais, em todos os aspectos. Nosso estado tem um potencial enorme em relação ao Brasil, o que gera um desconforto político. Então, só desenvolvemos às nossas custas, apesar de ser o estado que sempre definiu o presidente do país.

Por que somente agora a sociedade resolveu acordar para o problema e brigar por uma duplicação, exigindo a humanização da estrada?

Porque hoje todo mundo tem acesso mais fácil à informação. Seja por internet, TV... e a gente sabe que o grande erro básico foi a maneira que a estrada foi construída. Há 50 anos, os Estados Unidos também estavam passando por um processo de criação de novas estradas. Só que lá as estradas foram pensadas para o futuro. Grandes vias como a nossa, naquele país, foram construídas em linha reta, com obras de arquitetura como pontes, túneis, que interferiram muito menos no meio ambiente e foram muito mais eficazes como estradas. Além disso, para se chegar a outras cidades durante o trajeto, criaram-se variantes. Assim, é muito mais barato e não causa tanto impacto no meio ambiente. Aqui, as construtoras ganharam por km asfaltado, ou seja, quanto maior a distância entre dois pontos, melhor era para elas. Duplicação é conserto de um erro, visa amenizar um problema. O que era necessário seria uma nova estrada.

Recentemente um colaborador da Banda 14 Bis foi vítima da estrada. Foi essa a motivação do show, para que não ficasse apenas como mais um na estatística?

Foi a gota d’água para a realização do show. Na verdade, a estatística é incompleta, pois não revela os que morreram em consequência do acidente. Somente as mortes no local são contabilizadas. Acidentes piores aconteceram, mas diante das recentes denúncias, envolvendo o Dnit e o Ministério dos Transportes, a crença de que ocorreria a duplicação foi por água abaixo. Por isso, o protesto é para exigir a duplicação imediata da BR em caráter de emergência e calamidade pública.

Para o senhor, o Dnit tem sido um órgão negligente?

Negligente, imperito e incompetente, que está com suas mãos sujas do sangue derramado pelos mortos na 381. Com mãos sujas também estão o Ministério dos Transportes e a Presidência da República, todos responsáveis pela morte e invalidez de cada ser humano ocorridas nesta fatídica rodovia.

O trabalho da PRF é satisfatório?

Esses “caras” são uns heróis. Comparo a atuação deles como a de um médico sem recursos necessários no meio de uma guerra. Eles são tão interessados na duplicação quanto nós. O contingente é insuficiente, as viaturas são precárias e os perigos são muitos. O grande problema em torno da fiscalização é de responsabilidade do Dnit, que não implantou balanças para impedir o tráfego de veículos com sobrecarga. O papel da fiscalização da PRF está no controle da velocidade, no estado do veículo e no estado do condutor.

Muitos motoristas de caminhão fazem uso de energéticos e drogas para permanecerem acordados. Que tipo de risco esse comportamento pode provocar na estrada?

O problema maior é com as drogas, já que os energéticos não causam alteração do estado de consciência dos motoristas. Em relação aos caminhoneiros, esse não é o único problema. Os veículos com sobrepeso, a falta de solidariedade e humanidade no trânsito, além do excesso de velocidade são tão determinantes quanto o uso de drogas como fatores causais de acidentes.

O senhor concorda que falta respeito ao próximo por parte dos motoristas?

Totalmente, essa perda do respeito e solidariedade parece que são marcas do tempo em que estamos vivendo. E digo em todos os sentidos. O problema está no ser humano e não somente com a estrada.

Qual é o sentimento dos seus colegas da área médica em relação às vítimas dos acidentes?

É uma sensação de revolta e impotência frente a uma situação descontrolada. O que mais frustra o médico é saber que o que ele está tentando corrigir é uma coisa evitável. Ou seja, um acidente que poderia não ter acontecido se as condições da estrada fossem melhores. Isso tem a mesma importância de um paciente que poderia ter se prevenido para evitar um câncer, por exemplo, fazendo exames periódicos como mamografia, exame de próstata etc.

O Hospital Margarida tem sido polo e referência no atendimento às vítimas dessa estrada. Por que não há projetos que atendam às necessidades dessa unidade hospitalar?

Porque políticos são políticos. E a maior parte deles está muito distante de ter conhecimento adequado para exercer as suas funções. Isso para dizer o mínimo, porque algumas atuações políticas são extremamente danosas para o sistema de saúde. Além disso, a região não tem representatividade política forte o suficiente para mudar a situação. Uma região importante e rica como a nossa, que gera uma quantidade de riqueza impressionante para Minas e o Brasil, merecia ser tratada com mais decência e dignidade.

Conte como têm sido os seus dias, após o compromisso assumido com a sociedade ao protestar para que a duplicação ocorra em caráter de emergência?

Parece que cada dia tem 36 horas. É que eu tenho dormido em torno de cinco. Mas ao mesmo tempo, a solidariedade e a resposta positiva que tenho recebido da sociedade como um todo, da classe artística e grande parte da imprensa, tem me mostrado que está valendo à pena ter tomado esta iniciativa. Não posso reclamar, pois sabia que seria assim.

Qual a importância do Serviço Voluntário de Regaste de João Monlevade (Sevor) atuando na perigosa estrada?

Comparo os membros do Sevor a anjos da guarda. Acho que isso diz tudo.

Em agosto, comemoramos o Dia dos Pais. O que o senhor diria aos pais que perderam seus filhos ainda jovens nessa estrada marcada por tantas tragédias?

Não tenho palavras para consolar a dor deles, ainda mais nessa circunstância. A dor de uma perda como essa é tão forte que não tem nome. Você pode ficar viúvo, órfão, mas não tem nome para quem perde um filho.

O senhor tem medo de viajar por essa estrada? Já perdeu algum familiar nela?

Não tenho medo, tenho pavor... Acho que essa vai ser a resposta que todos vão te dar. Graças a Deus, nunca perdi um parente nela.

Que dicas o senhor pode dar para uma direção segura, no que diz respeito às condições físicas dos motoristas?

Sempre viajar descansado, bem disposto e alerta, sem consumo de bebidas alcoólica e/ou drogas. Dirigir sem pressa, programando os seus compromissos, além de manter o veículo em bom estado.

O que o senhor diria aos governantes?

Vou repetir: senhores governantes, por favor, lavem suas mãos impregnadas do sangue derramado pelas vítimas da 381.

Fonte: DeFato Online

Dilma recua e muda concessão de rodovia

02/10/2011 - 06h00

DE BRASÍLIA

O governo federal modificou o modelo de privatização de rodovias executado pela presidente Dilma Rousseff quando ela era ministra da Casa Civil, em 2007, informa reportagem de José Ernesto Credendio, Dimmi Amora e Renato Machado para a Folha.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A então ministra conduziu a privatização de sete lotes de estradas --a chamada 2ª fase da desestatização.

O modelo Dilma, explorado fartamente na campanha eleitoral de 2010, conseguiu obter contratos com baixos preços de pedágio e cronogramas curtos na entrega de grandes obras.

Mas a fórmula não deu certo e resultou em sucessivos atrasos nas obras obrigatórias, protestos de usuários e ações do Ministério Público Federal contra a demora na melhoria das estradas.

A mudança veio neste mês, quando a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) lançou a concessão dos 475,9 km da BR-101 que cortam o Espírito Santo.

Ao contrário dos editais anteriores, o da BR-101/ES elimina grandes obras nos primeiros anos de concessão. A concessionária terá até 23 anos para entregar a duplicação de 418 km da estrada.

Até 2022, precisam ficar prontos somente 207 km de duplicação. Um trecho de 35 km só precisa estar concluído por volta de 2035.

Editoria de arte/Folhapress11274441

Fonte: Folha.com

Dilma muda regra para concessão de rodovia, diz jornal

01 de outubro de 2011 • 20h24 •  atualizado 20h33

O governo federal mudou o modelo de privatização de rodovias executado pela presidente Dilma Rousseff, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo. A partir desse mês, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ampliou os prazos para execução das obras. A medida começa com a concessão dos 475,9 km da BR-101, que corta o Estado do Espírito Santo.

Outras três estradas em Minas Gerais (BR-040,116 e 381) também fazem parte da nova fase, mas seus editais estão travados no Tribunal de Contas da União (TCU). Conforme a reportagem, o órgão encontrou problemas com o prazo excessivo para conclusão da obra.

Fonte: Terra

Carreta carregada com milho tomba na BR-381, em Sabará, e parte da carga é saqueada

01/10/2011 21h25
BRUNO TRINDADE

Siga em: twitter.com/OTEMPOonline

Enquanto as obras de duplicação da BR-381 não saem do papel, os acidentes na rodovia não param. Na manhã deste sábado (01), uma carreta carregada com milho tombou em uma curva de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o condutor do veículo teve ferimentos leves.

O motorista da carreta perdeu o controle do veículo na curva, atravessou a pista e capotou. Um carro que vinha no sentido contrário desviou, mas por pouco, não foi atingido pela carreta. Parte da carga que ficou espalhada na pista foi saqueada por populares.

Fonte: O Tempo Online

Acidentes param o trânsito na BR-381

Betim

Publicado no Jornal OTEMPO em 01/10/2011

DA REDAÇÃO

Três acidentes na BR-381, na altura de Betim, na região metropolitana, complicaram o trânsito ontem e provocaram longas filas de carros. No início da manhã, um desastre envolvendo uma carreta e um carro deixou o motorista do veículo menor ferido.

A batida ainda envolveu um caminhão carregado de papelão, que tombou depois de ser atingido pelo carro. Houve congestionamento de 2 km no sentido capital. A rodovia ficou parcialmente interditada por cerca de cinco horas. O motorista ferido foi levado para o Hospital Regional de Betim.

Seis horas depois, um outro acidente complicou o trânsito no sentido Betim. Uma carreta carregada de cerveja tombou na altura do KM 490,9. Uma faixa da rodovia foi interditada. Ninguém se feriu.

No fim da tarde, no KM 484,5, uma carreta e um caminhão bateram. A via ficou interditada no sentido São Paulo. Não havia previsão de liberação. Ninguém se feriu.

Fonte: O Tempo

Acidente deixa trânsito lento na BR-381, em Betim - MGTV 2ª Edição

Carreta tomba e fecha pista da BR-381 - JA 2ª Edição

Carreta tomba e deixa trânsito lento na BR-381, em Betim - MGTV 1ª Edição

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