domingo, 17 de junho de 2012

Acidente na BR-381 mata secretário de Saúde do Naque

14/06/2012 10h26

Secretário transportava paciente com AVC – que também morreu - e teria saído às pressas de Naque

14_6_2012_22_20_18_744_A ambulância em que estavam 5 pessoas ficou completamente destruída   (Fotos: Gizelle Ferreira)

BR 381 – Um trágico acidente ocorrido no início da tarde de ontem (14) na BR-381, na saída para Governador Valadares, em uma localidade conhecida como Rocinha, deixou duas pessoas mortas e outras quatro feridas. Entre os mortos está o secretário de saúde do Naque, Elker Januário de Souza, 23 anos, e o aposentado José Vicente Soares.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, uma ambulância da Prefeitura do Naque seguia viagem para o Hospital Márcio Cunha, com um médico, uma enfermeira, o paciente José Vicente e um acompanhante. O secretário de Saúde Elker, que conduzia a ambulância, teria tentado uma ultrapassagem em uma curva, quando se deparou com um caminhão carregado de madeiras. Sem tempo para parar, os dois veículos acabaram colidindo de frente. O secretário e o paciente morreram no local do acidente, os demais feridos foram socorridos pelo Samu e Corpo de Bombeiros e levados para o HMC.

Uma funcionária da Prefeitura que estava em estado de choque disse que o secretário saiu da cidade às pressas, porque o paciente estava sofrendo um AVC (Acidente Vascular Cerebral). A ambulância ficou completamente destruída. Os corpos foram removidos ao Instituto Médico Legal de Ipatinga.

14_6_2012_22_19_46_57_O caminhão que transportava madeira teve roda dianteira arrancada com a violência do impacto

Fonte: Diário Popular

Caminhão tomba na BR-381, em Bom Jesus do Amparo

Veículo tombou e carga de legumes se espalhou pela pista

Nathália Moreira - Do Hoje em Dia - 14/06/2012 - 10:01

Um caminhão carregado de legumes tombou na manhã desta quinta-feira (14) na BR-381, altura do km 395, em Bom Jesus do Amparo, região Central de Minas Gerais.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo tombou e a carga se espalhou pela pista do sentido BH. Moradores da região tentaram saquear a carga de abóbora e inhame, mas foram impedidos pelos agendes rodoviário.

Apesar do acidente, o trânsito está tranquilo na rodovia, segundo a PRF.

Fonte: Hoje em Dia

Caminhão carregado de inhame tomba na BR-381

Moradores da região tentaram saquear a carga, mas foram impedidos. Trânsito ficou complicado em Bom Jesus do Amparo

Luana Cruz

Publicação: 14/06/2012 08:53 Atualização:

Um caminhão carregado de inhame tombou na BR-381, em Bom Jesus do Amparo, na Região Central de Minas. O trânsito ficou complicado na altura do km 395, na manhã desta quinta-feira. O veículo ficou fora da pista, mas a carga espalhou e ocupou parte da rodovia.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), alguns moradores da região tentaram saquear a carga, mas foram impedidos por policiais. Ninguém ficou ferido no acidente.

Acompanhe também o EM.com pelo Twitter

Fonte: Portal Uai

Caminhão carregado de amianto tomba na BR-381, na altura do trevo de Bom Jesus do Amparo

14 de junho de 2012 - 08:38

Estradas / Minas Gerais | por Via Comercial

Um caminhão carregado com amianto tombou na manhã desta quinta-feira (14) na BR-381, na altura do trevo da cidade de Bom Jesus do Amparo, a cerca de 40km de Itabira, na região Central de Minas Gerais. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, um pouco depois do trevo da cidade, o condutor do veículo de carga perdeu o controle da direção e o caminhão tombou no acostamento da rodovia.

O acidente ocorreu no sentido Belo Horizonte/João Monlevade. Segundo os policiais, o caminhoneiro não sofreu ferimentos.

Conforme a PRF, o fluxo de veículos é um pouco lento nesse trecho da BR-381, já que populares pararam no local para saquear a carga de amianto.

Fonte: Via Comercial

Caminhão carregado de inhame tomba na BR-381, em Bom Jesus do Amparo

14/06/2012 08h37

TABATA MARTINS

Siga em: twitter.com/OTEMPOonline

Um caminhão carregado com inhame tombou na manhã desta quinta-feira (14) na BR-381, em Bom Jesus do Amparo, na região Central de Minas Gerais. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, na altura do km 395, o condutor do veículo de carga perdeu o controle da direção e o caminhão tombou no acostamento da rodovia. O acidente ocorreu no sentido Belo Horizonte/João Monlevade.

Segundo os policiais, o caminhoneiro não sofreu ferimentos.

Conforme a PRF, o fluxo de veículos é um pouco lento nesse trecho da BR-381, já que populares pararam no local para saquear a carga de legumes.

Inicialmente, a assessoria da PRF havia informado que a carga do caminhão era de amianto.

Atualizada às 09h37.

Fonte: O Tempo Online

Rio + 20: a principal mudança terá que ser a do comportamento social

Milton Corrêa da Costa

Com falta de consenso sobre diversos temas em discussão teve início nesta quarta-feira, 13/06, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20. Três são os grandes objetivos do megaevento que reunirá milhares de pessoas e mais de cem chefes de estado ede governos em encontros fora e dentro do Riocentro: desenvolvimento econômico, inclusão social e proteção ambiental. Faltou a meta principal: a conscientização e a mudança do comportamento social de cada cidadão.

Em princípio, se as autoridades que comparecerão às reuniões de cúpula, para elaborar o texto final do encontro, derem uma olhada ao redor do Riocentro, bem ali próximo, verão a degradação e o abandono de que foi tomada, há muitos anos, a Lagoa de Jacarepaguá. Lixo e esgoto por todos os lados. Uma vergonha para quem vai sediar o mais importante momento de reflexão sobre o futuro do nosso planeta e sequer se preocupou com o triste cenário de degradação ambiental . Deveriam as autoridades, ditas responsáveis e competentes, pelo menos terem tido o cuidado, antes da realização da Rio+20, de despoluírem a imunda Lagoa de Jacarepaguá. “Faz o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, o ditado popular cai muito bem para a tamanha negligência e descaso.

Sigamos em frente e duas recentes declarações, sobre o tema meio ambiente, chamaram-me a atenção. A primeira delas a do secretário-geral da ONU para a Rio+20, o oriental Sha Zukang, ao afirmar: “Passaram-se 20 anos e não vimos progresso em temas como desenvolvimento sustentável e proteção ambiental. Na verdade retrocedemos. Tudo o que estabelecemos àquela época é tão ou mais válido atualmente”, disse Zukang. A outra declaração, não menos realista e preocupante, provém do brasileiro, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda Carlos Márcio Bicalho Cozendey ao admitir que “dificilmente os países participantes da RIO + 20 chegarão ao fim da conferência com metas estabelecidas para assegurar um desenvolvimento sustentável , devido a particularidades das economias entre países desenvolvidos e os em desenvolvimento”.Dois depoimentos que demonstram, sem dúvida, que muitos interesses, mormente os econômicos e não prioritariamente a questão do meio ambiente, poderão estar a frente da elaboração da nova Carta da Terra.

Um outro ponto, o mais importante deles, talvez não seja abordado durante a conferência da ONU: a conscientização sobre a necessidade da mudança comportamental de cada habitante do planeta. De nada adiantará traçar metas de desenvolvimento sustentável, economia verde, inclusão social e preservação ambiental, senão mudarmos a nossa conduta social. Nos falta educação no dia a dia. A má conduta social é, sem dúvida, o mais antagônico fator de degradação do meio ambiente.

No caso brasileiro é simples detectar exemplos negativos de atitudes comportamentais agressivas ao meio ambiente e aos princípios da boa educação: desmatamos florestas; emitimos níveis excessivos de CO2 em nossos carros desregulados; jogamos lixos (garrafas de plástico e sofás velhos inclusos) nas encostas de morros, nos rios, lagoas e mares; ponta de cigarro, papel,resto de comida, copos plásticos embalagens,etc... em vias públicas; entupimos bueiros e galerias pluviais; escarramos em qualquer canto; insistimos em fumar em ambientes fechados;dirigimos nossos carros como animais ferozes; matamos e morremos ao volante; nos envolvemos em acidentes de trânsito trazendo danos a nós mesmos e às vias públicas; conduzimos carretas com excesso de peso e falta de manutenção e derramamos substâncias químicas nas pistas de rolamento; fazemos xixi em logradouros públicos; derramamos esgoto in natura nos rios, lagoas e mares, etc..., etc.

Não precisa dizer mais nada. Se nós cidadãos, não passarmos a adotar a prática da boa educação ambiental e social, a conferência Rio+20 nada mais será do que um mero encontro de debates e ideias que permanecerão por mais 20 ou 30 anos apenas no campo das boas intenções. Precisamos de conscientização, de mudança comportamental e de ações concretas. O futuro do planeta está muito mais nas mãos de cada de nós do que no protocolo de intenções de governos e empresas, expresso num documento formal. Sem a conscientização de cada um de nós, o futuro do planeta estará seriamente ameaçado. Disso não há nenhuma dúvida.

Milton Corrêa da Costa pesquisas temas relacionados ao meio ambiente

quarta-feira, 13 de junho de 2012

BR-381 - Falta de duplicação e conservação causam transtornos para quem transita na rodovia

Publicado em 13/06/2012 - 09:39:15

Só quem depende da BR-381 sabe das dificuldades e riscos que esta rodovia impõem aos motoristas

Uma das indústrias em Timóteo produz peças de estrutura metálica e caldeiraria para várias cidades do país. Por dia, cerca 10 viagens são feitas para o transporte da produção. A maioria pela BR-381. E fazer as encomendas chegar aos destinos não é nada fácil. A situação da rodovia gera prejuízos à empresa.

Além disso, um viaduto na BR-381 impede que carretas com cargas altas e pesadas passem no local.

Uma parte da estrutura foi demolida no ano passado. Mas, o problema do transporte de cargas continua.

Para o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Luciano Araújo, a duplicação da rodovia iria contribuir para a competitividade das indústrias do Vale do Aço e assim, gerar o desenvolvimento da região.

O tráfego na BR-381 é intenso. Cerca de 500 caminhões passam por dia pela rodovia, segundo uma pesquisa do Instituto Cidades. O percurso é enfrentado por Aédeo Alcamand há trinta anos. O caminhoneiro gasta em média, quatro horas de viagem de Ipatinga até Belo Horizonte. A pista simples da rodovia costuma atrasar o trajeto.

Seja por estrutura ruim ou imprudência, o fato é que o trecho conhecido como rodovia da morte é o que mais mata no país. Um dos acidentes foi em outubro do ano passado, quando duas pessoas morreram perto de Antônio Dias. O carro que tinha cinco pessoas caiu numa ribanceira, perto de uma curva, com mais de 150 metros de altura.

O DNIT, Departamento Nacional de Infra Estrutura de Transportes, informou que o projeto de duplicação da BR-381 vai ser licitado nas próximas semanas. Além da duplicação de 310 km da rodovia, está prevista a retirada de curvas perigosas. Mas, não há data prevista para o término das licitações, tão pouco para o início das obras. Essa demora gera transtorno também em Governador Valadares.
Na cidade, a falta da duplicação da BR-381 também gera prejuízos. Principalmente pra os donos de transportadoras. Um atraso na entrega de carga é bem comum.

Guilherme Giesbrecht é dono de uma frota de oito veículos que fazem transporte de pequenos volumes em todo o estado e todos os dias. Sempre ouve reclamações de clientes. Mas a culpa, segundo ele, é dos congestionamentos na rodovia, provocados pela limitação do tráfego. Ele diz ainda que já teve carga roubada e que a duplicação talvez evitaria esse tipo de transtorno.

Uma pesquisa também considerou o número de acidentes na BR. Foram 615 de janeiro até abril deste ano de acordo com a Polícia Rodoviária Federal.

Isso no trecho entre Governador Valadares e Belo Horizonte. 53 pessoas morreram. A estatística não inclui o imprevisto de uma viagem, como por exemplo a da dona de casa Nilza Ferreira, mês passado. Ela seguia num ônibus pra Naque e que, perto de Periquito, capotou depois de desviar de um veículo que tinha entrado na contramão pra fazer uma ultrapassagem em local proibido. Nilza era uma das 15 pessoas que estavam no coletivo. Quebrou a bacia e o joelho direito. Para ela, a reforma e ampliação são necessárias. Mas quem usa a rodovia também precisa contribuir.

Segundo o DNIT, o projeto não prevê a duplicação do trecho de Belo Horizonte à Governador Valadares na sua totalidade. Somente alguns pontos serão de pista dupla, outros apenas terceira faixa. Nossa produção questionou quais seriam estes trechos mas o departamento não teve como informar neste momento.

Fonte: Intertv Online

Uma promessa é pouco, três só se cumprir

Além da revitalização do Anel Rodoviário, a presidente Dilma Rousseff anuncia em Belo Horizonte investimentos para a duplicação da BR-381 e o Rodoanel, somando R$ 6 bi

Marcelo da Fonseca

Publicação: 13/06/2012 04:00

res20120612222446192131eO governador Antonio Anastasia acompanhou a presidente Dilma Rousseff durante toda a visita à capital

O anúncio feito ontem pela presidente Dilma Rousseff (PT) durante visita à capital mineira foi melhor do que o esperado, pelo menos nas promessas. Além da revitalização do Anel Rodoviário Celso de Mello Azevedo, outras duas grandes obras foram anunciadas para Minas Gerais: a construção de um Rodoanel, que ligará 10 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, e a duplicação da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares. No total, serão R$ 6 bilhões investidos nessas três ações. Apesar de as promessas feitas pela petista não serem inéditas para os mineiros, pelo menos no cronograma de planejamento do governo federal as obras receberam compromisso público de que começarão a ser lcitadas no segundo semestre, com lançamento dos editais marcados para os próximos meses. As datas para conclusão das obras, no entanto, permanecem incertas e vão depender do andamento das licitações.

Acompanhada dos principais responsáveis pelas obras de mobilidade no país – o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Jorge Ernesto Pinto Fraxe –, a presidente apresentou as novas datas para início das ações que pretendem melhorar alguns trechos críticos das rodovias no estado. “A partir do segundo semestre, precisamos de um processo contínuo de investimentos no Brasil e neste cenário as parcerias com estados e municípios serão muito importantes. Conto com o governador Anastasia e com o prefeito Lacerda para que mantenhamos a taxa de investimento sempre em crescimento”, afirmou Dilma.

Déjà vu

No entanto, a duplicação da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares não despertou grande expectativa entre os principais líderes mineiros presentes na cerimônia. Isso porque a obra já foi prometida duas vezes nos últimos dois anos, mas não chegou a sair do papel. Estimada em R$4 bilhões, o início da reconstrução da Rodovia da Morte – além de duplicada, alguns trechos serão completamente refeitos – estava planejada para o final do ano passado, quando o Dnit garantiu que os dois primeiros editais seriam lançados, mas acabaram adiados sem que qualquer justificativa fosse apresentada pelo órgão.

Apesar da descrença com as repetidas promessas, o ministro dos Transportes reafirmou que as novas datas serão cumpridas.“São projetos de grande complexidade, mas que representam demandas antigas e necessárias do estado. Tenho certeza que os editais dessas obras estarão na rua nos próximos meses, dando início ao processo de licitação que vai culminar nas obras, mas somente quando os projetos executivos estiverem prontos vamos poder falar sobre datas de entrega”, explicou Paulo Sérgio Passos. Segundo ele, as licitações para a BR-381 já estão sendo finalizadas pela equipe técnica do Dnit e devem ser feitas até setembro.

O ministro dos Transportes destacou também algumas obras de manutenção de rodovias federais que cortam o estado e estão sendo tocadas pela pasta, como nas BRs 265, 365 e 050, além de apontar a duplicação da BR-262 como exemplo de compromisso cumprido com sucesso. No entanto, várias delas vêm recebendo críticas por parte dos motoristas que passam pelas vias, como é o caso da BR-262, no trecho entre Betim e Nova Serrana que, nove meses depois de inaugurada – a um custo de R$ 400 milhões –, já apresenta buracos e erosões. A pavimentação da BR-367, estrada de terra batida que atravessa o Vale do Jequitinhonha, não foi citada por Paulo Sérgio Passos.

Análise da notícia

Voto de confiança

Baptista Chagas de Almeida

O Anel Rodoviário de Belo Horizonte é a via que mais mata em acidentes de trânsito na cidade. A BR-381, no trecho entre a capital e Governador Valadares, é chamada de Rodovia da Morte, o que dispensa comentários. A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem que, finalmente, os mineiros podem ter a esperança de que prevaleça a defesa da vida nesses locais. O problema é que, entra governo, sai governo, promessas iguais são repetidas e não conseguem deixar os discursos inflamados das solenidades oficiais. A presidente Dilma reforçou, com a promessa de liberação de R$ 6 bilhões em investimentos, a expectativa de que a novela de anos possa acabar. Efetivamente, no entanto, só saíram até R$ 17 milhões para o projeto do Anel. É um começo, mas a estrada em defesa da vida ainda é extensa. Os mineiros, famosos por serem desconfiados, desta vez vão aguardar vigilantes.

Fonte: Estado de Minas

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Rodoanel é o novo Compromisso

Publicação: 13/06/2012 04:00

A grande novidade da cerimônia ficou por conta da parceria firmada entre prefeitura, governo estadual e federal para acelerar os projetos para a construção do Rodoanel. Como a obra de reformulação do Anel Rodoviário já é considerada insuficiente para criar resultados expressivos na melhoria do trânsito do corredor, ficou acertado ontem que os projetos para uma nova via que vai interligar 10 municípios da Região Metropolitana de BH, com mais de 100 quilômetros de extensão, serão priorizados nos próximos meses.

“Sabemos que a obra no Anel é uma reforma importante e custosa, mas tomamos a decisão de que é preciso uma nova opção. Queremos focar nossa atuação em uma questão rodoviária, que é o Rodoanel mineiro”, afirmou Dilma. Segundo a presidente, a Prefeitura de Belo Horizonte entrará com os levantamentos já feitos sobre a nova via e ficaria responsável pelo projeto do trecho Leste, interligando Sabará, Santa Luzia e a capital. O governo do estado vai coordenar uma parceria público-privada (PPP) para a construção do trecho Norte da nova via, entre Betim e Ribeirão das Neves. Já o governo federal assumirá a construção do trecho Sul, entre Sarzedo, Ibirité e Nova Lima, além de arcar com o financiamento do trecho Leste.

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, adiantou que ainda nesta semana o projeto executivo para o Rodoanel Sul, estimado em R$ 500 milhões, será publicado ainda esta semana. No entanto, apesar do lançamento imediato dos editais para o projeto do novo corredor que pretende desafogar o Anel Rodoviário, a presidente Dilma ressaltou que este tipo de obra é bastante complexo e ainda não tem previsão para ser entregue. “Esses três trechos vão fechar o Rodoanel e com essa divisão será possível fazê-lo em um tempo rápido. Mas tempo rápido para um Rodoanel, que é uma obra muito grande. Em São Paulo por exemplo levou 10 anos, sendo que a obra foi dividida em vários lotes”, explicou a petista.

Saiba mais

Rodoanel

Opção considerada fundamental para desafogar o trânsito do Anel Rodoviário, separando os veículos pesados dos leves, o Rodoanel prevê três grandes trechos de rodovias que circulariam a capital mineira. Para as alças Norte, Sul e Leste já foram feitos estudos básicos, mas ainda não existe um projeto executivo para a obra. No pré-projeto elaborado pelo Dnit, o trecho Norte teria 67,5 quilômetros e o trecho Sul teria 35 quilômetros. Já os detalhes do trecho Leste não foram adiantados. Segundo levantamento do Dnit, a nova via reduziria em 30% o fluxo de veículos do Anel, além de 60% da ocupação de espaço no corredor, uma vez que a maioria dos veículos desviados seriam de grande porte.

Fonte: Estado de Minas

Após nove meses, Dilma volta com mais promessas para MG

R$ 6 bilhões. Pacote irá contemplar reforma do Anel, início do Rodoanel e a tão esperada duplicação da 381

Projeto para o Anel começa do zero, sem considerar proposta da Fiemg

Publicado no Jornal OTEMPO em 13/06/2012

JOELMIR TAVARES

FOTO: ANGELO PETTINATIfoto_13062012102355À espera. Presidente Dilma Rousseff cercada pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e por Antonio Anastasia em solenidade

Nove meses depois de anunciar em em Belo Horizonte recursos para a ampliação do metrô - obra que nem sequer teve o projeto básico licitado até hoje -, a presidente Dilma Rousseff voltou ontem à capital para prometer R$ 6 bilhões para a reforma do Anel Rodoviário, a duplicação da BR-381 entre a capital e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, e a construção da alça Sul do Rodoanel. As iniciativas, antigas reivindicações de Minas, entram agora na fase burocrática de publicação dos editais de licitação.

O governo federal também assinou um termo de compromisso transferindo para o governo de Minas a responsabilidade pela concorrência do projeto executivo e pelas intervenções no Anel. A verba é da União, mas será administrada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Antes, o empreendimento estava nas mãos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Com vigência de 520 dias, o compromisso abrange o período necessário para licitação, execução, análise e aprovação do projeto. A obra foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2. Dos R$ 1,5 bilhão disponibilizados para a reformulação do Anel, R$ 17,3 milhões já foram repassados para a elaboração do plano executivo.

"Será elaborado um projeto completamente novo, para atender a um fluxo diário que ultrapassa 120 mil veículos por dia", disse o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles. Com isso, o plano feito pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) será descartado. O projeto chegou a ser suspenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por suspeita de superfaturamento.

"O projeto anterior tinha deficiências de sondagem e topografia, além de não contemplar a articulação do Anel com a BR-040", explicou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que acompanhou Dilma ontem. Segundo ele, a cooperação entre os governos federal e estadual "é um exemplo civilizado de relação política".

Surpresas. A transferência da responsabilidade sobre a reforma do Anel Rodoviário era esperada desde o ano passado. Já o anúncio da duplicação da chamada Rodovia da Morte e da construção de uma das três alças do Rodoanel da capital surpreendeu.

Conforme o Dnit, a expectativa é concluir o projeto executivo até julho e publicar o edital da obra de ampliação da BR-381 até setembro. Já a licitação para o plano de engenharia do primeiro trecho do contorno metropolitano deve ser divulgada amanhã.

Rodovia da Morte

Intervenções. A duplicação da BR-381 deve começar no início de 2013, caso o edital de licitação seja publicado até setembro, como prometeu o Dnit. O prazo para a conclusão da obra não foi informado.

Características. De Belo Horizonte a Valadares, são 310 km. O trecho até João Monlevade, chamado de Rodovia da Morte, é tido como o mais perigoso.

20120613fotoavulsa_13062012102632 (1)De prático, metrô não teve nada

Apontada, ao lado da reforma do Anel Rodoviário, como uma das obras mais urgentes para Belo Horizonte, a ampliação do metrô - para a qual estão prometidos entre R$ 1,7 bilhão e R$ 2 bilhões da União - ainda está na fase de sondagem. Só com a conclusão dessa etapa, prevista para terminar em agosto, é que deverá ser licitado o projeto executivo.

No mês passado, a empresa que vai realizar os serviços de geotecnia e sondagem do solo foi habilitada para iniciar os trabalhos. As análises é que vão fornecer informações para a elaboração do projeto básico de engenharia.
Procurada ontem para dar informações sobre o estágio da obra, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) não se pronunciou. A PBH também vai injetar recursos no empreendimento. (JT)

DEMORA

Intervenções no Anel só devem começar em 2013

A empresa que vencer a concorrência para elaborar o projeto executivo do Anel Rodoviário terá no mínimo 330 dias e no máximo 500 dias para concluir o estudo. O plano vai orientar toda a execução da obra, desde a parte de engenharia até os impactos ambientais e sociais. A licitação para escolher a empresa deve sair em até 30 dias.

O DER-MG até poderá licitar etapas isoladas da obra antes da finalização do projeto executivo, mas a contratação de todas as intervenções só deverá ser feita quando o planejamento estiver completamente pronto, o que deverá ocorrer apenas em 2013.

Enquanto esperam a tramitação burocrática, os motoristas continuam enfrentando os perigos da via. Nos últimos 330 dias, 35 pessoas morreram no Anel Rodoviário, em 3.937 acidentes. Entre janeiro e maio deste ano, mais de 1.304 acidentes aconteceram no trecho, matando 12 pessoas. O número de desastres é 4% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.(JT/Natália Oliveira)

Fonte: O Tempo

Rodoanel pode sair do papel

Contorno. Dilma Rousseff anunciou ontem a liberação de R$ 500 milhões para alça que ligará BH a Betim

Para alças Norte e Leste só existem intenções e nenhum dinheiro disponível

Publicado no Jornal OTEMPO em 13/06/2012

JOELMIR TAVARES

20120613fotoavulsa_13062012145048

Prometido há pelo menos dez anos, o Rodoanel de Belo Horizonte poderá começar a sair do papel a partir do anúncio feito ontem pela presidente Dilma Rousseff de que a União vai injetar cerca de R$ 500 milhões na construção da alça Sul, com 35 km de extensão, e que irá ligar a BR-381, em Betim, na região metropolitana, até a BR-040, na capital. Além dos dois municípios, a via vai cortar a área de Ibirité.

Para as alças Norte e Leste, foram anunciadas apenas intenções, sem a divulgação de valores ou prazos. O governo federal propôs ao governo do Estado a execução do trecho Norte - com 67,5 km ligando dois pontos da BR-381, em Betim e Sabará e passando por outras seis cidades. Minas deve realizar a obra por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). O assunto será discutido entre Dilma e o governador Antonio Anastasia na próxima sexta-feira.

Para a alça Leste - que deve partir da BR-040 e chegar até a BR-262 ou a BR-381, atravessando os municípios de Nova Lima, Rio Acima, Caeté e Sabará -, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) poderá se responsabilizar pelo projeto executivo, com financiamento do governo federal.

A PBH tem um projeto básico do traçado da alça Leste, que foi entregue ontem ao Dnit. Procurada pela reportagem, a prefeitura não soube informar detalhes do documento.

No evento em que o pacote de investimentos foi revelado, ontem, no Palácio da Liberdade, tanto a presidente quanto o governador e o prefeito da capital, Marcio Lacerda, ressaltaram a importância do Rodoanel para o desenvolvimento da região metropolitana e a melhoria do trânsito nas principais vias de Belo Horizonte e de cidades como Betim e Contagem.

Hoje, sem o contorno metropolitano, muitos caminhões carregados transitam desnecessariamente pela área urbana rumo a municípios do interior de Minas e a outros Estados. "O Rodoanel daqui é menos complexo que o de São Paulo. Acredito que é possível fazê-lo em um tempo rápido, levando em conta todas as características que envolvem uma obra desse porte", afirmou Dilma, lembrando que o contorno paulista começou a ser construído em 1992 e ainda não está totalmente pronto. Dos quatro trechos, dois foram entregues.

Empresas. Antonio Anastasia afirmou que o Rodoanel vai "dar uma nova moldura à região metropolitana de Belo Horizonte, gerando desenvolvimento e renda". Conforme O TEMPO mostrou ontem, o governo do Estado tem um projeto para incentivar a instalação de empresas às margens da alça Norte.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) desenvolve um estudo para os dez municípios da área de influência do empreendimento. A principal vantagem para as empresas será o acesso fácil às rodovias da região, o que cortaria gastos com combustível e diminuiria o tempo de deslocamento.

Lentidão

Gaveta. A construção do Rodoanel é cobrada há pelo menos 20 anos. No entanto, a proposta estava engavetada havia mais de uma década. Nos últimos dois anos, o Dnit prometeu licitar o projeto pelo menos quatro vezes.

Fonte: O Tempo

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