domingo, 13 de setembro de 2009

2009.09.13 - 200 km de perigo nas estradas - O Tempo

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Rodovias são marcadas por curvas sinuosas e má sinalização

Thiago Nogueira

Curvas sinuosas, imprudência, excesso de velocidade, sinalização deficiente, fiscalização limitada, tráfego intenso de caminhões, trechos mal conservados e de pistas simples. Com problemas em comum ou particularidades, os cerca de 200 km das BRs 381, entre Belo Horizonte e João Monlevade, e 040, entre a capital e Conselheiro Lafaiete, estão entre os trechos que mais matam no Estado.

Levantamento feito pela Frente Parlamentar em Defesa da Duplicação da BR-381, na Assembleia Legislativa, apontou os trechos mais críticos da rodovia. Segundo dados de 2008 da Polícia Rodoviária Federal, dos 2.705 acidentes entre BH e Governador Valadares, 60,6% aconteceram até os limites de João Monlevade (KM 345). Das 138 mortes, 89 (64,5%) ocorreram nos primeiros 105 dos 310 km da chamada Rodovia da Morte. "Além disso, cerca de 40% dos feridos morrem a caminho ou nos hospitais e não entram nas estatísticas", comentou o presidente da ONG SOS Estradas Federais, José Aparecido Ribeiro.

Dos acidentes registrados no ano passado, 67,58% concentraram-se no trecho de 120 km entre os KM 330 (pouco depois de João Monlevade) e 450 (Sabará), onde a estrada tem, justamente, o traçado mais antigo, planejado na década de 1950. As curvas apresentam raios inferiores aos exigidos pelos padrões do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

"É uma rodovia de muitas curvas fechadas. Ela é toda perigosa. Como tem poucos pontos de ultrapassagem, na reta, o motorista vai desesperado para ultrapassar os caminhões", ressaltou o consultor em engenharia de transportes e trânsito, Osias Baptista Neto.

BR-040. No trecho de cerca de 100 km entre Belo Horizonte e Conselheiro Lafaiete, números recentes da Frente Parlamentar SOS 040, da Assembleia Legislativa, registram 418 acidentes, 270 pessoas feridas e 40 mortes em 2009.

"Até Congonhas, a situação é crítica. São muitos caminhões de minério, barro, sujeira, caminhões no acostamento, pista suja de poeira. Os caminhoneiros ganham por produtividade e têm que fazer o maior número possível de viagens", explicou Osias.

Em 2008, 191 pessoas morreram no trajeto entre Belo Horizonte e a capital federal. Não há radares fixos em funcionamento, nem na 040 nem na 381.

Fonte: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1418&IdCanal=6&IdSubCanal=&IdNoticia=121274&IdTipoNoticia=1

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