Corrupção derruba cúpula do Ministério de Transportes, com a suspensão de vários procedimentos
07/07/2011 - 00h00
Arquivo DA
Conhecida como Rodovia da Morte, duplicação da BR-381 tem novo entrave, com o impasse em Brasília
IPATINGA - A suspensão de todos os procedimentos licitatórios de projetos, obras e serviços de engenharia coordenados pelo Ministério de Transportes representa mais um balde de água fria na tão sonhada duplicação do trecho Norte da BR-381, entre BH e Governador Valadares.
Depois de uma declaração de apoio da presidente Dilma Rousseff, o ministro Alfredo Nascimento, na tentativa continuar no cargo, determinou, por 30 dias, a contratação de empresas para elaboração dos projetos e execução de obras, entre elas a prometida rodovia para o Leste de Minas. No entanto, devido à pressão dos partidos de oposição, e de novas denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito envolvendo sua esposa e um filho, Nascimento pediu demissão, na tarde de ontem, “em caráter irrevogável”.
A publicação do edital de concorrência para os lotes 7 e 8 da duplicação da BR-381 estava prevista para a primeira quinzena deste mês. Estariam incluídos, nessa fase, os 70 quilômetros entre Belo Horizonte a São Gonçalo do Rio Abaixo. A expectativa era de que as obras começassem entre agosto e setembro. Mas aí haveria o inconveniente do período chuvoso.
Além da suspensão da licitação dos editais, a decisão afeta também processos de escolha para empreiteiras que vão realizar a elaboração dos projetos executivos para os lotes 9 e 10. Esses correspondem à chamada Variante Santa Bárbara, que cria um novo traçado entre o rio Una, em São Gonçalo do Rio Abaixo, e Nova Era.
Esses lotes já estavam atrasados e agora devem continuar como um empecilho a mais para o início da duplicação. Inicialmente, quando os projetos executivos dos dez lotes foram licitados, não houve interessados em desenvolver o traçado da Variante Santa Bárbara, justamente por ser o trecho mais complexo da duplicação. Atualmente, há concorrentes interessados. O processo está na segunda fase, que consiste na abertura de proposta de preços, com dez concorrentes.
Pelo menos ultimamente, o governo e o Dnit deixaram de falar em “readequação”, que consistiria de obras pontuais na Rodovia da Morte.
Fonte: Diário do Aço
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