domingo, 4 de março de 2012

Atraso na duplicação da BR 381

04/03/2012 14:01 - domingo, 04 de março de 2012.

FOTO: LAIRTO MARTINS

Uma das obras mais aguardadas e adiadas em Minas, a duplicação da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce, está novamente travada.

Desta vez, o problema não é a falta de recursos, mas, sim, pendências ambientais e patrimoniais, além da burocracia governamental.

A duplicação dos 311 km, que promete melhorar o trânsito e dar mais segurança aos motoristas, está prejudicada pela morosidade das avaliações sobre possíveis impactos no patrimônio histórico do entorno da rodovia. E a obra não pode começar enquanto as avaliações não forem feitas.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que protocolou o pedido para análise, em dezembro, na Superintendência de Regularização Ambiental (Supram), vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente. No Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura, a solicitação foi oficializada em janeiro, mas informações extraoficiais dão conta de que um diagnóstico do patrimônio arqueológico e cultural já tramita há seis meses.

Por meio de sua assessoria, o Iphan confirmou o estudo, mas disse que o pedido foi feito em janeiro.

A Supram tem prazo de seis meses a um ano para fazer a avaliação. O limite do Iphan é de 90 dias, mas pode ser prorrogado, já que a obra é considerada complexa - o diagnóstico deve chegar a mil páginas e é o maior estudo do Iphan já feito em uma rodovia mineira.

Processo. Para justificar a demora, os órgãos públicos usam a complexidade do trabalho. Segundo o Iphan, três arqueólogos devem percorrer o trecho para evitar que a obra danifique riquezas culturais, como igrejas e ferrovias tombadas e comunidades indígenas. Quatro departamentos podem ser envolvidos na análise.

O tamanho da obra também deve demandar tempo dos técnicos da Supram, órgão que dá as licenças de instalação da obra, que são a autorização para o início da construção. A diretoria técnica em Governador Valadares informou que o processo é complexo e demorado - são 18 pastas de documento a serem analisadas.

O Dnit não informou previsão para a publicação do edital das obras e disse que ainda está realizando a análise dos projetos.

"É legítimo que o sítio arqueológico da rodovia seja preservado, mas é lamentável que não haja instrumentos políticos para acelerar isso", criticou o presidente do movimento SOS Rodovias Federais, José Ribeiro.

Fonte: JVA Online

3 comentários:

  1. Olá Pessoal. Eu uso essa rodovia entre Ipatinga e Belo Horizonte, Toda semana. Acho uma vergonha acima de tudo ela não ser duplicada.Ficam nos empurrando com a barriga e anos. Isso tudo para justificar com certeza a cobrança de pedagio, antes mesmo da duplicação. Da mesma forma que fizeram em outras regiões do estado. Sem falar que quando acontece um acidente. A policia rodoviária não organiza o transito no local, deixa por conta dos motoristas sem educação. Não é possivel conviver com as condições da estrada atuais e com os caminhoneiros sem educação e drogados que circulam nela. SOCORRO.

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    1. Essa estrada realmente é uma vergonha para os mineiros. Mostra claramente que não temos nenhuma prioridade do governo federal. Uma viagem que poderia durar menos de 3 horas em uma estrada decente, demora até 6 horas. Uma perda lastimavel de tempo e dinheiro, gastos em combustivel etc. Se contabilizar os custos a mais que temos, com certeza ja pagaria a duplicação. Tem mais de 10 anos que se fala nessa duplicação. Ainda assim fical encontrando desculpas para não realizar o projeto. Caro amigo seu pedido de socorro é legitimo.

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  2. A duplicação da BR é um direito de todos. Só agilizaram a tão chamada de duplicação, que na verdade não é duplicação, pois, se fosse seria errar mortalmente novamente. O projeto visa adequação desta rodovia atual para um único sentido de transito e a construção de outra BR de sentido unico também, porém com eliminação de pontos criticos de acidentes. O povo mineiro deve tomar conhecimento de seus direitos e intervir de forma organizada fazendo paralisações na pista, porém com impacto frente aos políticos para que seja mostrado de maneira real o que esta BR faz com as pessoas que nela transitam.De poreferencia sitar os nomes dos políticos que são contrarios a duplicação. O numero elevado de acidentes não tem a ver somente com a velocidade acima do permitido. É erro de projeto mesmo,existe um subdimensionamento de capacidade de fluxo na BR devido ao crescente número de veículos que nela transitam. É uma pena que os governantes estão aguardando a próxima eleição para fazer sencionalismo frente a duplicação. Meu nome é Neto e uso esta rodovia mensalmente, imagino o risco das pessoas que a utilizam todos os dias,principalmente levando pessoas. Vamos nos lembrar o Antônio Azia na proxima eleição. Um abraço a todos!

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