quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Por que as obras da BR 381 e do Anel Rodoviário não sairam do papel...

O Candidato Hélio Costa acaba de confessar publicamente, em alto e bom tom o que parecia impossível. Ele afirmou em entrevista coletiva nesta terça feira dia 14/09, que as obras de duplicação das 2 rodovias federais mais importantes de Minas Gerais (BR 381, BR 040) e do Anel Rodoviário de BH, não saíram do papel por que o governo de Minas não estava "afiado" com o governo federal. Trocando em miúdos, se o Governador fosse do PMDB, do PT ou de algum partido aliado de Lula, tudo estaria resolvido. Sua confissão deveria servir de prova contra ele na hora do voto e na justiça. Trata-se de uma chantagem que em um país decente lhe custaria a carreira política e no mínimo uma boa cana pela gravidade do conteúdo. 
 
É uma confissão estarrecedora que revela entre outras coisas a desfaçatez dos políticos de Minas que compõem o primeiro escalão do governo em Brasília. Mostra que neste País de políticos insensatos, vale mais a moral política (maquiavélica) do que a moral dos homens. Um absurdo sem tamanho. Minas Gerais teve além do candidato Hélio Costa que transita todas as semanas na BR 040 a caminho de sua terra natal, Barbacena, a candidata Dilma Russef, o Vice Presidente José Alencar, os Ministros Luiz Dulce e Patruz Ananias no governo Lula, durante 8 anos, e nada aconteceu para acabar com as mortes nestas duas rodovias e no Anel Rodoviário...
 
Ficaram todos calados e inertes assistindo a carnificina humana de "pirraçinha" contra o eleitor mineiro, esperando o momento certo para capitalizar politicamente as 3 obras.  Pergunta que precisa ser feita para o povo ignorante e para as instituições que se prezam: Por que agora votar nestes IRRESPONSÁVEIS. A tese de que o povo tem o governo que merece é perfeita para essa ocasião. Em um País de Leis fortes e Justiça comprometida com a verdade, isso seria inadmissível e motivo para cassação de mandatos até do Presidente da República. No Brasil e em Minas Gerais, é bem provável que essa confissão acintosa, passe desapercebida.
 
Na cabeça do povão, o ônus da não realização destas obras caem na conta política do Governo Estadual (Aécio Neves e Antonio Anastasia) e não do Presidente e sua trupe de "agiotas" que passaram 8 anos em Brasília se lixando para Minas Gerais. A política revela também o caráter dos homens. Neste caso ela expôs a falta de compromisso com a vida. Vale muito mais os interesses de partidos do que o fim das mortes. Dá nojo ver isso e saber que essa corja vai continuar no governo. Isso me faz crer que a única saída para esse País de politiqueiros safados e oportunistas é uma revolução ou, plagiando "Millôr Fernandes", o retorno do regime militar URGENTEMENTE. Entre a ditadura militar e a ditadura fruto da ignorância e burrice do povo, pelo menos a primeira faz obras e não rouba. A verdade é que o povo como juiz da democracia , nos moldes da brasileira, é a maior tragédia que uma Nação decente pode ter...
 
José Aparecido Ribeiro
Filósofo, Bacharel em Turismo
MBA em Marketing - Consultor
Especialista em Transito e Assuntos Urbanos
Fundador e Presidente da ONG SOS Rodovias Federais
Belo Horizonte - MG - 31-9953-7945 - CRA MG 0094/94

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