domingo, 9 de outubro de 2011

Câmara lamenta morte de empresário

Nathália Melo  geral81Velório ficou lotado ontem para a despedida de Hilário Moutinho

A reunião da Câmara de Monlevade dessa quarta-feira (5) foi atípica. Nada de projetos para votação e discursos mais precisos. Mas um assunto repercutiu entre os vereadores. O acidente (veja na página 9) envolvendo o empresário Hilário Moutinho Roberto, 44, ocorrido na noite da última terça-feira (4) e que provocou sua morte, foi lembrado com tristeza e indignação pelos parlamentares. Dorinha Machado (PMDB) foi a primeira a falar. Ela lamentou a perda de um grande amigo, pessoa simples e de bom coração. “Não sei o que é pior. A ponte ter ficado fechada ou ter sido liberada já que é grande o número de caminhões transitando pela rodovia”, comentou. Contudo, Dorinha disse que é preciso acreditar que a duplicação vai sair. O tucano Sinval Dias lembrou dos manifestos já realizados em prol da duplicação e criticou o fato de o cidadão pagar os impostos em dia e não poder transitar em uma rodovia que ofereça o mínimo de segurança. Ele também falou que a obra só sairá do papel apenas se houver gente competente no Ministério dos Transportes e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). “Já fiquei dois anos sem ir a Belo Horizonte com medo de ter que passar pela BR. É triste ver pessoas de bem perdendo a vida por causa do descaso do Governo Federal”, apontou. Já o presidente da Casa, Pastor Carlinhos (PV), afirmou que a obra só vai sair do papel se o alto escalão do Dnit apresentar uma conduta séria. O petista Belmar Diniz disse estar muito sentido com a morte de Hilário e falou que é preciso continuar lutando para que a duplicação da Rodovia da Morte realmente aconteça. Quem também falou sobre o assunto foi Zezinho Despachante (PP). Ele se disse solidário à família de Hilário e ressaltou que, infelizmente, muitas vidas ainda serão ceifadas. O vereador ainda disse que, há muitos anos, se fala em duplicar a rodovia, mas que as licitações são sempre canceladas. A última foi devido a suspeita de corrupção no Dnit. Para Zezinho, os movimentos realizados em prol da duplicação são momentâneos. “A situação realmente vai se concretizar se bloquearem a rodovia por prazo indefinido e liberá-la somente depois que a presidente Dilma vier a Minas para resolver a situação”, declarou. Guilherme Nasser (PSDB) disse ter ficado muito triste com a perda de Hilário que, para ele, era um grande amigo, e que esteve com ele na manhã do ocorrido. O peessedebista leu a mensagem que o comerciante postou em sua página no Facebook um dia antes do acidente, dizendo que não temia a morte. “Coincidência ou não, fiquei muito tocado com isso. O sentimento é de tristeza, revolta e indignação”, concluiu. O líder do prefeito na Casa, Vanderlei Miranda (PR), também lamentou o fato e criticou as empresas por contratarem os motoristas “a laço” e não darem a devida qualificação a eles. Segundo o vereador, a rodovia oferece muitos riscos, mas a imprudência é muito grande. Dulcinéia Caldeira (PT) e Robertinho (PMN) se disseram solidários aos familiares de Hilário.

Fonte: Jornal A Notícia

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